Um dos argumentos mais usados por descrentes da doutrina espírita e cristã para "desmoralizar" o amor fraterno e infinito de Deus é citar ele como culpado das catástrofes naturais ou acidentais. Então, como o Espiritismo consegue explicar esses acontecimentos (como o do Haiti, o do Japão, da Região Serrana do RJ...)?
No Livro dos Espíritos (que está disponível para download no nosso blog na seção "Downloads"), Kardec indaga sobre as mesmas questões com os espíritos que o ajudaram a codificar a Doutrina.
737. Com que fim fere Deus a Humanidade por meio de flagelos destruidores?
“Para fazê-la progredir mais depressa. Já não dissemos ser a destruição uma necessidade para a regeneração moral dos Espíritos, que, em cada nova existência, sobem um degrau na escala do aperfeiçoamento? Preciso é que se veja o objetivo, para que os resultados possam ser apreciados. Somente do vosso ponto de vista pessoal os apreciais; daí vem que os qualificais de flagelos, por efeito do prejuízo que vos causam. Essas subversões, porém, são frequentemente necessárias para que mais pronto se dê o advento de uma melhor ordem de coisas e para que se realize em alguns anos o que teria exigido muitos séculos.”
740. Não serão os flagelos, igualmente, provas morais para o homem, por porem-no a braços com as mais aflitivas necessidades?
“Os flagelos são provas que dão ao homem ocasião de exercitar a sua inteligência, de demonstrar sua paciência e resignação ante a vontade de Deus e que lhe oferecem ensejo de manifestar seus sentimentos de abnegação, de desinteresse e de amor ao próximo, se o não domina o egoísmo.”
No blog "Guardas Municipais de Recife" achei um texto que se refere à catástrofe ocorrida no Haiti em Janeiro de 2010, mas que pode ser lido por quem procura respostas para o incidente no Japão pois possui o mesmo significado.
Para todos os fenômenos da vida humana, há sempre uma razão de ser. No dicionário Espírita, não deve constar a palavra “acaso”, ainda que as situações se nos afigurem insuportáveis. A tragédia do Haiti nos expõe, de maneira evidente, um episódio de resgate coletivo. Qual o significado dos milhares de seres que foram esmagados pelo terremoto? Catástrofe, cujas dimensões deixaram o mundo inteiro consternado? Para as tragédias coletivas, a Doutrina Espírita tem as explicações prováveis, considerando que, nos Estatutos de Deus, não há espaço para injustiça.
Segundo os Espíritos, “se há males nesta vida cuja causa primária é o homem, outros há, também, aos quais, pelo menos na aparência, ele é completamente estranho e que parecem atingi-lo como por fatalidade. Tal, por exemplo, os flagelos naturais.” (1) Pela reencarnação e pela destinação da Terra - como mundo expiatório - são compreensíveis as anomalias que o planeta apresenta quanto à distribuição da ventura e da desventura neste planeta. Aliás, anomalia só existe na aparência, quando considerada, tão-só, do ponto de vista da vida presente. “Aquele, pois, que muito sofre deve reconhecer que muito tinha a expiar e deve regozijar-se à ideia da sua próxima cura. Dele depende, pela resignação, tornar proveitoso o seu sofrimento e não lhe estragar o fruto com as suas impaciências, visto que, do contrário, terá de recomeçar.” (2)
Em verdade, "as grandes provas são quase sempre um indício de um fim de sofrimento e de aperfeiçoamento do Espírito, desde que sejam aceitas por amor a Deus”. (3)
É bem verdade que as catástrofes naturais ou acidentais, como a do Haiti – ou a do Japão*, vitimaram milhares de pessoas. Nesses episódios, as imagens midiáticas, virtuais ou impressas, mostram-nos, com colorido forte, o drama inenarrável de inúmeras pessoas, enquanto a população recolhe o que sobrou e chora seus mortos.
Os flagelos destruidores ocorrem com o fim de fazer o homem avançar mais depressa. A destruição é necessária para a regeneração moral dos Espíritos, que adquirem, em cada nova existência, um novo grau de perfeição. "Esses transtornos são, frequentemente, necessários para fazerem com que as coisas cheguem, mais prontamente, a uma ordem melhor, realizando-se em alguns anos o que necessitaria de muitos séculos.” (4) Dessa maneira, esses flagelos destruidores têm utilidade do ponto de vista físico, malgrado os males que ocasionam, "pois eles modificam, algumas vezes, o estado de uma região; mas o bem, que deles resulta, só é, geralmente, sentido pelas gerações futuras.” (5)
Antes de reencarnarmos, sob o peso de débitos coletivos, muitas vezes, somos informados, no além-túmulo, dos riscos a que estamos sujeitos, das formas pelas quais podemos quitar a dívida, porém, o fato, por si só, não é determinístico, até, porque, depende de circunstâncias várias em nossas vidas a sua consumação, uma vez que a Lei de causa e efeito admite flexibilidade, quando o amor rege a vida e "o amor cobre uma multidão de pecados.” (6)
Aquele que se compraz na caminhada pelos atalhos do mal, a própria lei se incumbirá de trazê-lo de retorno às vias do bem. O passado, muitas vezes, determina o presente que, por sua vez, determina o futuro. "Quem com ferro fere, com ferro será ferido" - disse o Mestre. Porém, cabe a ressalva de que nem todo sofrimento é expiação. No item 9, Cap. V, de O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec assinala: "Não se deve crer, entretanto, que todo sofrimento porque se passa neste mundo seja, necessariamente, o indício de uma determinada falta: trata-se, frequentemente, de simples provas escolhidas pelo Espírito para sua purificação, para acelerar o seu adiantamento." (7)
Texto por Jorge Hessen
Site: http://jorgehessen.net
Blog: http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com
FONTES:
(1) Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, RJ: Ed. FEB, 1989, Cap. V
(2) idem Cap. V
(3) Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, RJ: Ed. FEB, 1989, Cap. IX
(4) Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, RJ: Ed. FEB, 1988. Perg. 737
(5) Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, RJ: Ed. FEB, 1988. Perg. 739
(6) Cf. Primeira Epístola de Pedro Cap. 4:8
(7) Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1989, Cap. V
sábado, 19 de março de 2011
quinta-feira, 10 de março de 2011
Léon Denis
Léon Denis (Foug, 1 de janeiro de 1846 - Tours, 12 de Março de 1927) foi um filósofo espírita e um dos principais continuadores do espiritismo após a morte de Allan Kardec, ao lado de Gabriel Delanne e Camille Flammarion. Fez conferências por toda a Europa em congressos internacionais espíritas e espiritualistas, defendendo ativamente a idéia da sobrevivência da alma e suas conseqüências no campo da ética nas relações humanas.
Autodidata, tendo mostrado inclinações literárias e filosóficas, aos 18 anos travou contato com O Livro dos Espíritos e tornou-se adepto da Doutrina Espírita. Desempenhou importante papel na sua divulgação, enfrentando as críticas do positivismo materialista, do ateísmo e a reação do Catolicismo. Foi ainda membro atuante da Maçonaria.
Em 1899 participou do II Congresso Espírita Internacional. Participou ainda do Congresso Espírita de Bruxelas (Bélgica).
A partir de 1910 a sua visão começou a diminuir, mas isso não impediu que prosseguisse no trabalho de defesa da existência e sobrevivência da alma. Logo depois da Primeira Guerra Mundial, aprendeu a linguagem Braille.
Em 1925 foi aclamado presidente do Congresso Espírita Internacional (Paris), no qual foi formada a Federação Espírita Internacional.
A sua grande produção na literatura espírita, bem como o seu caráter afável e abnegado, valeram-lhe a alcunha de Apóstolo do Espiritismo.
Ao longo de sua vida manteve estreita ligação com a Federação Espírita Brasileira, tendo sido aprovada por unaninimidade a sua indicação para sócio distinto e Presidente honorário da instituição (1901)
Léon Denis afirmou que "a verdade assemelha-se às gotas de chuva que tremem na extremidade de um ramo; enquanto ali estão suspensas, brilham como diamantes puros no esplendor do dia; quando tocam o chão, misturam-se com todas as impurezas. Tudo o que nos chega do Alto corrompe-se ao contato com a terra; até o íntimo do santuário o homem levou suas paixões; as suas concupiscências, as suas misérias morais. Assim em cada religião o erro, fruto da terra, mistura-se à verdade que é o bem dos céus".
Achamos na internet algumas obras que foram disponibilizadas gratuitamente para o uso pessoal. Confira algumas (para fazer o download, basta clicar no nome do livro):
- Catecismo Espírita
Léon Denis com o livro "Catecismo Espírita" busca através de perguntas e respostas dar uma visão do que seja o Espiritismo em sua essência e sua objetividade, para melhor compreensão da Doutrina Espírita.
O livro tem temas esclarecedores para quem não conhece ainda o Espiritismo, pois e o esboço da Doutrina dos Espíritos e seus Postulados que foram Codificados por Allan Kardec.
- Cristianismo e Espiritismo
- Textos Introdutórios
Nesta obra, Léon Denis demonstra a perfeita identidade da Doutrina Espírita com os preceitos do Cristianismo puro, pregado nos Evangelhos. Narra de forma compacta a expansão do Cristianismo e os desvios deste nos caminhos do dogmatismo, das conveniências sacerdotais e dos interesses sectários.
Ao longo da obra, Denis nos demonstra que as escrituras sagradas confirmam amplamente os conceitos espíritas, como a mediunidade e a reencarnação.
Por fim, o autor mostra por que o Espiritismo se apresenta como a Terceira Revelação, ou o Consolador prometido por Jesus. E com ele temos a possibilidade de destruir as religiões sectárias e fazer florescer uma única e verdadeira religião cristã, fraterna e solidária, entre todas as criaturas, todos os povos, todas as nações.
- Depois da Morte
- Textos Introdutórios
Nesta grande obra, Léon Denis, o grande estudioso francês e contemporâneo de Allan Kardec, realmente fala ao coração da criatura humana, conduzindo-a a meditar séria e proveitosamente sobre tão profunda indagação.
Esmiuçando temas filosóficos e analisando antigas religiões, o autor focaliza o surgimento do Espiritismo como uma crença nova apoiada em fatos, capaz de revelar ao pensamento humano o que se passa no além-túmulo.
Em sua conclusão, assevera-nos Denis que o Espiritismo esclarece o passado, ilumina as antigas Doutrinas Espiritualistas e liga sistemas aparentemente contraditórios.
- Os Espíritos e Médiuns
- Textos Introdutórios
O Livro Espíritos e Médiuns é um excelente resumo dos estudos que Léon Denis fez sobre a mediunidade, sendo o seu uso indicado principalmente para os iniciantes da Doutrina que queiram dedicar-se às atividades mediúnicas.
A obra nos auxilia a compreender melhor o que se passa nos momentos da prática mediúnica, com orientações sobre os procedimentos que devem ser observados pelos médiuns e diretores de grupos e centros espíritas no exercício da mediunidade.
Se você quiser mais livros, pode encontrar na página "Autores Espíritas Clássicos".
Autodidata, tendo mostrado inclinações literárias e filosóficas, aos 18 anos travou contato com O Livro dos Espíritos e tornou-se adepto da Doutrina Espírita. Desempenhou importante papel na sua divulgação, enfrentando as críticas do positivismo materialista, do ateísmo e a reação do Catolicismo. Foi ainda membro atuante da Maçonaria.
Em 1899 participou do II Congresso Espírita Internacional. Participou ainda do Congresso Espírita de Bruxelas (Bélgica).
A partir de 1910 a sua visão começou a diminuir, mas isso não impediu que prosseguisse no trabalho de defesa da existência e sobrevivência da alma. Logo depois da Primeira Guerra Mundial, aprendeu a linguagem Braille.
Em 1925 foi aclamado presidente do Congresso Espírita Internacional (Paris), no qual foi formada a Federação Espírita Internacional.
A sua grande produção na literatura espírita, bem como o seu caráter afável e abnegado, valeram-lhe a alcunha de Apóstolo do Espiritismo.
Ao longo de sua vida manteve estreita ligação com a Federação Espírita Brasileira, tendo sido aprovada por unaninimidade a sua indicação para sócio distinto e Presidente honorário da instituição (1901)
Léon Denis afirmou que "a verdade assemelha-se às gotas de chuva que tremem na extremidade de um ramo; enquanto ali estão suspensas, brilham como diamantes puros no esplendor do dia; quando tocam o chão, misturam-se com todas as impurezas. Tudo o que nos chega do Alto corrompe-se ao contato com a terra; até o íntimo do santuário o homem levou suas paixões; as suas concupiscências, as suas misérias morais. Assim em cada religião o erro, fruto da terra, mistura-se à verdade que é o bem dos céus".
Achamos na internet algumas obras que foram disponibilizadas gratuitamente para o uso pessoal. Confira algumas (para fazer o download, basta clicar no nome do livro):
- Catecismo Espírita
Léon Denis com o livro "Catecismo Espírita" busca através de perguntas e respostas dar uma visão do que seja o Espiritismo em sua essência e sua objetividade, para melhor compreensão da Doutrina Espírita.
O livro tem temas esclarecedores para quem não conhece ainda o Espiritismo, pois e o esboço da Doutrina dos Espíritos e seus Postulados que foram Codificados por Allan Kardec.
- Cristianismo e Espiritismo
- Textos Introdutórios
Nesta obra, Léon Denis demonstra a perfeita identidade da Doutrina Espírita com os preceitos do Cristianismo puro, pregado nos Evangelhos. Narra de forma compacta a expansão do Cristianismo e os desvios deste nos caminhos do dogmatismo, das conveniências sacerdotais e dos interesses sectários.
Ao longo da obra, Denis nos demonstra que as escrituras sagradas confirmam amplamente os conceitos espíritas, como a mediunidade e a reencarnação.
Por fim, o autor mostra por que o Espiritismo se apresenta como a Terceira Revelação, ou o Consolador prometido por Jesus. E com ele temos a possibilidade de destruir as religiões sectárias e fazer florescer uma única e verdadeira religião cristã, fraterna e solidária, entre todas as criaturas, todos os povos, todas as nações.
- Depois da Morte
- Textos Introdutórios
Nesta grande obra, Léon Denis, o grande estudioso francês e contemporâneo de Allan Kardec, realmente fala ao coração da criatura humana, conduzindo-a a meditar séria e proveitosamente sobre tão profunda indagação.
Esmiuçando temas filosóficos e analisando antigas religiões, o autor focaliza o surgimento do Espiritismo como uma crença nova apoiada em fatos, capaz de revelar ao pensamento humano o que se passa no além-túmulo.
Em sua conclusão, assevera-nos Denis que o Espiritismo esclarece o passado, ilumina as antigas Doutrinas Espiritualistas e liga sistemas aparentemente contraditórios.
- Os Espíritos e Médiuns
- Textos Introdutórios
O Livro Espíritos e Médiuns é um excelente resumo dos estudos que Léon Denis fez sobre a mediunidade, sendo o seu uso indicado principalmente para os iniciantes da Doutrina que queiram dedicar-se às atividades mediúnicas.
A obra nos auxilia a compreender melhor o que se passa nos momentos da prática mediúnica, com orientações sobre os procedimentos que devem ser observados pelos médiuns e diretores de grupos e centros espíritas no exercício da mediunidade.
Se você quiser mais livros, pode encontrar na página "Autores Espíritas Clássicos".
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Problemas Pessoais
"A fé viva não é patrimônio transferível. É conquista pessoal.
A felicidade legítima não é mercadoria que se empresta. É realização íntima.
A graça do Céu não desce a esmo. Tem que ser merecida.
A melhor caridade não é a que se faz por substitutos. Cabe-nos executá-la por nós mesmos.
A fortaleza moral não é produto de rogos alheios. Provém do nosso esforço na resistência para o bem.
A esperança fiel não se nos fixa no coração através de simples contágio. É fruto de compreensão mais alta.
O verdadeiro amor não nasce das sombras do desejo. É fonte cristalina e inexaurível do espírito eterno.
O conhecimento real não é construção de alguns dias. É obra do tempo.
O paraíso jamais será adquirido pela sagacidade da compra. É atingível pela nossa boa-vontade em fugir ao purgatório ou ao inferno da própria consciência.
A proteção da Esfera Superior é inegável para todos nós que ainda nos movimentamos na sombra. Ai de nós, todavia, se não procurarmos as bênçãos da luz!..."
André Luiz
Livro: Agenda Cristã
Psicografia de Francisco Cândido Xavier
domingo, 20 de fevereiro de 2011
A Doutrina Espírita permite a participação na Ordem Demolay e Maçonaria?
Nosso irmão Carlos Eduardo, também nos enviou esta pergunta:
"A Doutrina Espírita permite a participação na Ordem Demolay e Maçonaria?"
Antes de mais nada, devemos lembrar que o leitor talvez não saiba o que são esses grupos. A Maçonaria é uma sociedade discreta de caráter universal, cujos membros cultivam o aclassismo, humanidade, os princípios da liberdade, democracia, igualdade, fraternidade e aperfeiçoamento intelectual, sendo assim uma associação iniciática e filosófica.
A Ordem Demolay é uma ordem filiada à maçonaria de princípios filosóficos, fraternais, iniciáticos e filantrópicos , patrocinada pela Maçonaria, para jovens - do sexo masculino - com idade compreendida entre os 12 e os 21 anos. Fundada nos Estados Unidos dia 18 de Março de 1919 em Kansas City, Missouri, pelo Maçom Frank Sherman Land, é patrocinada e apoiada pela Maçonaria, oficialmente desde 1921.
Você pode, perfeitamente, ser espírita e maçom, como rosacruz, esoterista ou mesmo da ordem Demolay, se sentir necessidade disto. Não temos nenhuma crítica a fazer a qualquer filosofia ou religião, por isso, tudo depende da sua necessidade. Se o Espiritismo não preenche totalmente os seus anseios, não responde as suas indagações mais íntimas você pode buscar noutro pensamento filosófico.
Às vezes as pessoas se tornam espíritas mas sente falta dos rituais, liturgias e formalismos, e procuram complementar essas faltas com pensamentos filosóficos elevados, como é a maçonaria e outros.
Você deve seguir sempre o seu coração. Ninguém deve dizer a você para fazer ou deixar de fazer, para acreditar ou deixar de acreditar, pois você tem o livre arbítrio. Muitas pessoas não tem essa necessidade e são somente espíritas, ou somente maçons. Outros, embora sendo espíritas, estão ávidos de conhecimentos e adentram essas escolas iniciáticas para aprender os seus mistérios.
Um dia os homens não terão mais rótulos religiosos. Ninguém se dirá católico, protestante, induísta, muçulmano, cristão, espírita, rosacruz, agnóstico ou qualquer outra coisa, porque a única identificação que trará consigo é o amor. Ame o quanto puderes, e seja o que quiseres.
Há porém, muita discussão a respeito da seguinte pergunta: Seria Allan Kardec, um Maçom? Existem indícios e controvérsias. No site Espírito.org, você pode conferir esta matéria clicando aqui.
Além disso, existem livros que incitam uma relação existente entre a Maçonaria e o Espiritismo. Vocês podem conferir isto no livro "Maçonaria e Espiritismo: Encontros e Desencontros" da editora Madras. Existe também um DVD de Divaldo Franco a respeito desta relação, o nome é "A Maçonaria e o Espiritismo".
"A Doutrina Espírita permite a participação na Ordem Demolay e Maçonaria?"
Antes de mais nada, devemos lembrar que o leitor talvez não saiba o que são esses grupos. A Maçonaria é uma sociedade discreta de caráter universal, cujos membros cultivam o aclassismo, humanidade, os princípios da liberdade, democracia, igualdade, fraternidade e aperfeiçoamento intelectual, sendo assim uma associação iniciática e filosófica.
A Ordem Demolay é uma ordem filiada à maçonaria de princípios filosóficos, fraternais, iniciáticos e filantrópicos , patrocinada pela Maçonaria, para jovens - do sexo masculino - com idade compreendida entre os 12 e os 21 anos. Fundada nos Estados Unidos dia 18 de Março de 1919 em Kansas City, Missouri, pelo Maçom Frank Sherman Land, é patrocinada e apoiada pela Maçonaria, oficialmente desde 1921.
Você pode, perfeitamente, ser espírita e maçom, como rosacruz, esoterista ou mesmo da ordem Demolay, se sentir necessidade disto. Não temos nenhuma crítica a fazer a qualquer filosofia ou religião, por isso, tudo depende da sua necessidade. Se o Espiritismo não preenche totalmente os seus anseios, não responde as suas indagações mais íntimas você pode buscar noutro pensamento filosófico.
Às vezes as pessoas se tornam espíritas mas sente falta dos rituais, liturgias e formalismos, e procuram complementar essas faltas com pensamentos filosóficos elevados, como é a maçonaria e outros.
Você deve seguir sempre o seu coração. Ninguém deve dizer a você para fazer ou deixar de fazer, para acreditar ou deixar de acreditar, pois você tem o livre arbítrio. Muitas pessoas não tem essa necessidade e são somente espíritas, ou somente maçons. Outros, embora sendo espíritas, estão ávidos de conhecimentos e adentram essas escolas iniciáticas para aprender os seus mistérios.
Um dia os homens não terão mais rótulos religiosos. Ninguém se dirá católico, protestante, induísta, muçulmano, cristão, espírita, rosacruz, agnóstico ou qualquer outra coisa, porque a única identificação que trará consigo é o amor. Ame o quanto puderes, e seja o que quiseres.
Há porém, muita discussão a respeito da seguinte pergunta: Seria Allan Kardec, um Maçom? Existem indícios e controvérsias. No site Espírito.org, você pode conferir esta matéria clicando aqui.
Além disso, existem livros que incitam uma relação existente entre a Maçonaria e o Espiritismo. Vocês podem conferir isto no livro "Maçonaria e Espiritismo: Encontros e Desencontros" da editora Madras. Existe também um DVD de Divaldo Franco a respeito desta relação, o nome é "A Maçonaria e o Espiritismo".
Espiritismo é uma Religião?
Nosso irmão, Carlos Eduardo, enviou esta segunda pergunta, a qual é mais "complexa" e também muito discutida.
Podemos refletir sobre a opinião de Kardec, quando do seu discurso de abertura na Sociedade de Paris, na Sessão Anual Comemorativa dos mortos, feito no dia 1º de novembro de 1868, publicado na Revista Espírita de dezembro do mesmo ano, em que ele diz:
“Se assim é, dir-se-á, o Espiritismo é, pois, uma religião? Pois bem, sim! sem dúvida, Senhores; no sentido filosófico, o Espiritismo é uma religião, e disto nos glorificamos, porque é a doutrina que fundamenta os laços da fraternidade e da comunhão de pensamentos, não sobre uma simples convenção, mas sobre as bases mais sólidas; as próprias leis da Natureza”.
“Por que, pois, declaramos que o Espiritismo não é uma religião? Pela razão de que não há senão uma palavra para expressar duas idéias diferentes, e que, na opinião geral, a palavra religião é inseparável da de culto; que ela desperta exclusivamente uma idéia de forma, e que o Espiritismo não a tem. Se o Espiritismo se dissesse religião, o público não veria nele senão uma nova edição, uma variante, se assim nos quisermos expressar, dos princípios absolutos em matéria de fé; uma casta sacerdotal com um cortejo de hierarquias, de cerimônias e de privilégios; não o separaria das idéias de misticismo, e dos abusos contra os quais a opinião freqüentemente é levantada”.
“O Espiritismo, não tendo nenhum dos caracteres de uma religião, na acepção usual da palavra, não se poderia, nem deveria se ornar de um título sobre o valor do qual, inevitavelmente, seria desprezado; eis porque ele se diz simplesmente: doutrina filosófica e moral”.
Para completar, colocarei a opinião de estudiosos e intelectuais conceituados na área de estudo do Espiritismo:
Luiz Carlos D. Formiga
Biomédico com Doutorado em Microbiologia e Imunologia. Professor Universitário, palestrante e articulista Espírita.
Até no dicionário a palavra religião é de difícil compreensão. Espiritismo é um neologismo, necessário para explicar uma nova ordem de idéias apresentada em "O Livro dos Espíritos". Nele encontramos uma filosofia de caráter científico e uma ciência de conseqüências religiosas. Oferecendo uma filosofia existencial religa a criatura ao Criador. A compreensão pode ser ampliada com reflexão profunda usando o Capítulo II do Livro Terceiro, Leis Morais, Lei de Adoração de "O Livro dos Espíritos".
Jussara Korngold
Envolvida com o Conselho Espírita Internacional (CEI) na programação de atividades e também nas traduções de livros espíritas para o Inglês.
Sem duvida, porque sem o aspecto religioso da doutrina não conseguiríamos encontrar o sustentáculo necessário para nos manter firmes em nossa disposição de crescimento espiritual. E a parte religiosa que nos enche de fé e que nos guia nas adversidades do caminho. É ela que nos liga a Jesus e que nos auxilia em nossa aproximação com o Pai. Sem o aspecto religioso da doutrina seriamos intelectuais letrados a respeito das coisas do espírito mas traríamos o nosso coração vazio de humildade, caridade e amor.
Jacob Melo
Engenheiro Civil e Empresário. Expositor espírita desde os 15 anos de idade. Escreveu o livro O Passe: seu estudo, suas técnicas, sua prática, entre outros.
É sim. Não nos moldes convencionais, mas dentro do princípio de que o Espiritismo é baliza para almas que querem norte e buscam consolo, amparo e força, além de razão e bom-senso.
Clécio Carlos Gomes
Médium de incorporação, psicólogo e psicopatologista especializado em saúde mental. Divulgador da técnica apométrica e escritor.
Do ponto de vista de religação a Deus, sim. Porém as religiões possuem uma tendência dogmática e isso já ocorre dentro do espiritismo. Não podemos esquecer que o dogmatismo é humano e não divino e isso cria uma série de julgamentos e pré-conceitos. Encaro o espiritismo mais como uma doutrina-filosófica e, conseqüentemente, como a ciência da alma.
Saara Nousiainen
Vice-Presidente da Ass. de Divulgadores do Espiritismo do Ceará, radialista com 3 programas de rádio em Fortaleza e na Rádio Boa Nova e escritora de vários livros.
Entendo Espiritismo como um universo de informações, cujo conteúdo modifica paradigmas, amplia conceitos, deixa a criatura de bem com a vida e, aplicado na prática, desenvolve a religiosidade, dando rumos e roteiros para o crescimento interior do ser, rumo ao Pai.
"O Espiritismo é uma Religião?"
Podemos refletir sobre a opinião de Kardec, quando do seu discurso de abertura na Sociedade de Paris, na Sessão Anual Comemorativa dos mortos, feito no dia 1º de novembro de 1868, publicado na Revista Espírita de dezembro do mesmo ano, em que ele diz:
“Se assim é, dir-se-á, o Espiritismo é, pois, uma religião? Pois bem, sim! sem dúvida, Senhores; no sentido filosófico, o Espiritismo é uma religião, e disto nos glorificamos, porque é a doutrina que fundamenta os laços da fraternidade e da comunhão de pensamentos, não sobre uma simples convenção, mas sobre as bases mais sólidas; as próprias leis da Natureza”.
“Por que, pois, declaramos que o Espiritismo não é uma religião? Pela razão de que não há senão uma palavra para expressar duas idéias diferentes, e que, na opinião geral, a palavra religião é inseparável da de culto; que ela desperta exclusivamente uma idéia de forma, e que o Espiritismo não a tem. Se o Espiritismo se dissesse religião, o público não veria nele senão uma nova edição, uma variante, se assim nos quisermos expressar, dos princípios absolutos em matéria de fé; uma casta sacerdotal com um cortejo de hierarquias, de cerimônias e de privilégios; não o separaria das idéias de misticismo, e dos abusos contra os quais a opinião freqüentemente é levantada”.
“O Espiritismo, não tendo nenhum dos caracteres de uma religião, na acepção usual da palavra, não se poderia, nem deveria se ornar de um título sobre o valor do qual, inevitavelmente, seria desprezado; eis porque ele se diz simplesmente: doutrina filosófica e moral”.
Para completar, colocarei a opinião de estudiosos e intelectuais conceituados na área de estudo do Espiritismo:
Luiz Carlos D. Formiga
Biomédico com Doutorado em Microbiologia e Imunologia. Professor Universitário, palestrante e articulista Espírita.
Até no dicionário a palavra religião é de difícil compreensão. Espiritismo é um neologismo, necessário para explicar uma nova ordem de idéias apresentada em "O Livro dos Espíritos". Nele encontramos uma filosofia de caráter científico e uma ciência de conseqüências religiosas. Oferecendo uma filosofia existencial religa a criatura ao Criador. A compreensão pode ser ampliada com reflexão profunda usando o Capítulo II do Livro Terceiro, Leis Morais, Lei de Adoração de "O Livro dos Espíritos".
Jussara Korngold
Envolvida com o Conselho Espírita Internacional (CEI) na programação de atividades e também nas traduções de livros espíritas para o Inglês.
Sem duvida, porque sem o aspecto religioso da doutrina não conseguiríamos encontrar o sustentáculo necessário para nos manter firmes em nossa disposição de crescimento espiritual. E a parte religiosa que nos enche de fé e que nos guia nas adversidades do caminho. É ela que nos liga a Jesus e que nos auxilia em nossa aproximação com o Pai. Sem o aspecto religioso da doutrina seriamos intelectuais letrados a respeito das coisas do espírito mas traríamos o nosso coração vazio de humildade, caridade e amor.
Jacob Melo
Engenheiro Civil e Empresário. Expositor espírita desde os 15 anos de idade. Escreveu o livro O Passe: seu estudo, suas técnicas, sua prática, entre outros.
É sim. Não nos moldes convencionais, mas dentro do princípio de que o Espiritismo é baliza para almas que querem norte e buscam consolo, amparo e força, além de razão e bom-senso.
Clécio Carlos Gomes
Médium de incorporação, psicólogo e psicopatologista especializado em saúde mental. Divulgador da técnica apométrica e escritor.
Do ponto de vista de religação a Deus, sim. Porém as religiões possuem uma tendência dogmática e isso já ocorre dentro do espiritismo. Não podemos esquecer que o dogmatismo é humano e não divino e isso cria uma série de julgamentos e pré-conceitos. Encaro o espiritismo mais como uma doutrina-filosófica e, conseqüentemente, como a ciência da alma.
Saara Nousiainen
Vice-Presidente da Ass. de Divulgadores do Espiritismo do Ceará, radialista com 3 programas de rádio em Fortaleza e na Rádio Boa Nova e escritora de vários livros.
Entendo Espiritismo como um universo de informações, cujo conteúdo modifica paradigmas, amplia conceitos, deixa a criatura de bem com a vida e, aplicado na prática, desenvolve a religiosidade, dando rumos e roteiros para o crescimento interior do ser, rumo ao Pai.
Qual a idade mínima para ser "Espírita"?
Recebemos no dia 15 de Fevereiro um email do nosso amigo, Carlos Eduardo perguntando qual a idade mínima para ser "espírita".
Devemos antes de mais nada, procurar saber o que é ser espírita. Ser espírita é, antes de tudo, praticar o bem e a moral que a Doutrina Espírita ensina e isto se pode dar, tanto com um que nunca assistiu a uma experiência, ou que absolutamente não se interessa pelas experiências, como com outro que tenha paixão pelos fenômenos, desde o mais vulgar, o da mesa, até o mais interessante, o da escrita mecânica; desde o mais maravilhoso, o da incorporação mediúnica, até ao mais incrível, o da reconstituição temporária do corpo físico do Espírito desencarnado.
Qualquer um, independente da idade pode ser espírita, contanto que pratique o bem e a moral que a Doutrina ensina. Diferente de certas religiões, o Espiritismo não prega qualquer diferenciação por faixa etária.
Agora, para frequentar aulas doutrinárias, varia de centro para centro. Normalmente, os centros possuem aulas de evangelização para crianças. Normalmente elas podem frequentar estudos mais avançados a partir dos 15 - 16 anos.
Também é muito falado a respeito de quando alguém possui idade para exercer sua mediunidade. Cada caso é um caso, normalmente se deve frequentar aulas doutrinárias, sobre as obras básicas segundo Allan Kardec, para após isso, dirigentes da casa decidirem o que é o certo. Porém, sabemos de casos, de crianças que nascem com uma mediunidade muito aflorada, sendo assim necessário trabalhar o mais rápido possível.
Devemos antes de mais nada, procurar saber o que é ser espírita. Ser espírita é, antes de tudo, praticar o bem e a moral que a Doutrina Espírita ensina e isto se pode dar, tanto com um que nunca assistiu a uma experiência, ou que absolutamente não se interessa pelas experiências, como com outro que tenha paixão pelos fenômenos, desde o mais vulgar, o da mesa, até o mais interessante, o da escrita mecânica; desde o mais maravilhoso, o da incorporação mediúnica, até ao mais incrível, o da reconstituição temporária do corpo físico do Espírito desencarnado.
Qualquer um, independente da idade pode ser espírita, contanto que pratique o bem e a moral que a Doutrina ensina. Diferente de certas religiões, o Espiritismo não prega qualquer diferenciação por faixa etária.
Agora, para frequentar aulas doutrinárias, varia de centro para centro. Normalmente, os centros possuem aulas de evangelização para crianças. Normalmente elas podem frequentar estudos mais avançados a partir dos 15 - 16 anos.
Também é muito falado a respeito de quando alguém possui idade para exercer sua mediunidade. Cada caso é um caso, normalmente se deve frequentar aulas doutrinárias, sobre as obras básicas segundo Allan Kardec, para após isso, dirigentes da casa decidirem o que é o certo. Porém, sabemos de casos, de crianças que nascem com uma mediunidade muito aflorada, sendo assim necessário trabalhar o mais rápido possível.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
"Hora de Luz"
No instante em que a solidão te obrigue a pensar e repensar;
Em observando os recursos necessários à própria subsistência cada vez mais distantes;
No momento em que os melhores amigos te considerem incapaz para o serviço a fazer;
Na travessia de graves desgostos;
Nas épocas de crise, quando a provação te procure para demoradas visitas;
Ouvindo os pregoeiros do pessimismo e do desalento;
Diante das ocorrências complicadas e dolorosas, quando o desânimo te ameace;
Ou na ocasião em que todas as circunstâncias surjam conjugadas como que favorecendo a ignorância e o desequilíbrio;
Guarda a certeza de que estás atingindo à hora de luz em que desfrutas a oportunidade de revelar a força de tua fé e o ensejo bendito em que podes, com a bênção de Deus, esquecer o mal e fazer o bem."
EMMANUEL
Livro: "Algo Mais"
Psicografado por Francisco Cândido Xavier
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