domingo, 31 de julho de 2011

Qual a visão do Espiritismo sobre a Pena de Morte?



De: Ciro Francisco Amantéa

No ítem 760 de “O Livro dos Espíritos”, obra fundamental da Doutrina Espírita, está a pergunta que Allan Kardec, seu Codificador, dirige aos Espíritos do Senhor, a respeito da Pena de Morte desaparecerá um dia da legislação humana?” Responderam os Espíritos: “A pena de morte desaparecerá." Quando os homens forem mais incontestavelmente e sua supressão assinalará um progresso da Humanidade esclarecidos, a pena de morte será completamente abolida na Terra. Os homens não terão mais necessidade de ser julgados pelos homens. Falo de uma época que ainda está muito longe de vós.

Kardec comenta então: “O progresso social ainda deixa muito a desejar, mas seríamos injustos para com a sociedade moderna se não víssemos um progresso nas restrições impostas á pena de morte entre os povos mais adiantados, e á natureza dos crimes aos quais se limita a sua aplicação. Se compararmos as garantias de que a justiça se esforça para cercar hoje o acusado, a humanidade com que o trata, mesmo quando reconhecidamente culpado, com o que se praticava em tempos que não vão muito longe, não poderemos deixar de reconhecer a via progressiva pela qual a Humanidade avança.”

Após outras questões que coloca para os Espíritos, de não menor importância, chega ao ítem 765, que se mostra muito atual para os dias de hoje: “Que pensar da pena de morte imposta em nome de Deus?". A  resposta dos Espíritos é taxativa: “Isso equivale a tomar o lugar de Deus na prática da Justiça. Os que assim agem revelam quanto estão longe de compreender a Deus e quanto têm ainda a expiar. É um crime aplicar a pena de morte em nome de Deus, e os que o fazem são responsáveis por esses assassinatos .”

Ficamos estarrecidos anos atrás, com a morte que o casal de namorados Liana Friedenbach e Felipe Caffé, impuseram aos pais da moça, com enorme repercussão por toda a sociedade. A opinião do rabino Henry Sobel, que sempre respeitamos pela sua postura de defensor dos direitos humanos, publicamente, concordou com a Pena de Morte “para este caso”, como disse, o que nos deixou mais estarrecidos ainda. Sua opinião aliás não foi referendada pelo presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo. O rabino Sobel, a nosso ver, mostra total ignorância a respeito da vida além da morte, que constitui o cerne do Espiritismo. O cerceamento imediato e total da liberdade dos assassinos é necessária pois a impunidade ajuda a gerar mais crimes. Há que se colocar os criminosos em locais adequados onde teriam que trabalhar para se sustentarem no processo de seus reajuste e reeducação, hoje, anárquico. Dizer que isso é impossível ou que o melhor é elimina-los também, matando-os, é confessar ignorância, incompetência e fragorosa falência das instituições responsáveis.


Dirá alguém, com todo o direito : Você diz isso por que não se trata de alguém de sua família. Ora, sabemos muito bem o que se passa no coração de um pai, esposo ou esposa numa hora como esta. Realmente não é fácil. É uma prova dificílima que ninguém deseja para alguém. Só que também sabemos o que sucede com aqueles que são eliminados de forma tão brutal quando lhe são aplicadas a Pena de Morte. E sabemos alguma coisa disso porque nos interessamos em analisar este e outros tantos assuntos no estudo de uma Filosofia absolutamente racional, que não apenas fala da existência da alma mas, através de uma literatura investigativa, séria, idônea e científica, mostra-nos a verdade da situação desses espíritos que se libertam cheios de ódio e revolta contra a sociedade humana que os desprezou. Filosofia aliás que está a disposição de todos. E o que se vai fazer com eles dirão outros? Vai-se trata-los como boas pessoas? Não! Não é isso que estamos defendendo. Estamos afirmando que não é através da morte desses indivíduos, não é matando-os, que vamos ajudar a sociedade a melhorar. Com isso só demonstramos incompetência e desatino tão grandes quanto os dos próprios assassinos, além de ignorância total no que diz respeito ao destino de seus espíritos imortais, já que, matando-os, inclusive “legalmente” como dizemos, nós não estamos afastando-os de nossa sociedade, mas enviando-os para a continuação dela, no plano espiritual, de onde aliás poderão melhor ainda nos prejudicar.

Inteligentes e conscientes que somos, mais do que eles quero crer, precisamos encontrar meios para cercear- lhes totalmente a liberdade, que não merecem, e aplicar-lhes a devida punição, mas sempre acobertados pelas que nos Lei, que, se ainda não é igual a de Deus, deve gradualmente caminhar para isso, pois é a Lei de Deus afirma há cerca de quatro mil anos o não matarás , ou será que até essa Lei Divina dirão que nunca ouviram falar, ou, se ouviram, não se sentem na obrigação de cumprir? Entendemos que ao aniquilarmos fisicamente esses indivíduos, só fazemos devolver ao Criador aqueles de seus filhos que ainda respiram no clima do Mal e permitiu nascerem no mundo, para que outros de seus filhos, aqueles que já melhor que Ele, o Pai de todos nós, compreendem o Bem, pudessem ajuda-los de alguma maneira a deixar as Trevas para caminharem igualmente É claro que precisamos ter muita paz no coração para a Luz. Ou esses tais não são filhos de Deus? pensarmos assim, o que demanda um processo, ás vezes longo, de reconciliação com o Bem.

Assim nos ensina a pensar o Espiritismo, com Jesus e com Kardec!

Créditos: Luz Espírita

Confira este famoso vídeo de Chico Xavier no programa "Pinga Fogo", falando sobre a Pena de Morte e a visão do Espiritismo.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Medicina reconhece obsessão espiritual

É realmente um grande passo na história da humanidade. Recebi esta notícia por email faz um tempo e resolvi postar aqui para vocês.

Dr. Sérgio Felipe de Oliveira com a palavra:

Ouvir vozes e ver espíritos não é motivo para tomar remédio de faixa preta pelo resto da vida... Até que enfim as mentes materialistas estão se abrindo para a Nova Era; para aqueles que queiram acordar, boa viagem, para os que preferem ainda não mudar de opinião, boa viagem também...

Uma nova postura da medicina frente aos desafios da espiritualidade.

Vejam que interessante a palestra sobre a glândula pineal do Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, médico psiquiatra que coordena a cadeira de Medicina e Espiritualidade na USP:


A obsessão espiritual como doença_da_alma, já é reconhecida pela Medicina. Em artigos anteriores, escrevi que a obsessão espiritual, na qualidade de doença da alma, ainda não era catalogada nos compêndios da Medicina, por esta se estruturar numa visão cartesiana, puramente organicista do Ser e, com isso, não levava em consideração a existência da alma, do espírito. No entanto, quero retificar, atualizar os leitores de meus artigos com essa informação, pois desde 1998, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o bem-estar espiritual como uma das definições de saúde, ao lado do aspecto físico, mental e social. Antes, a OMS definia saúde como o estado de completo bem-estar biológico, psicológico e social do indivíduo e desconsiderava o bem estar espiritual, isto é, o sofrimento da alma; tinha, portanto, uma visão reducionista, organicista da natureza humana, não a vendo em sua totalidade:
mente, corpo e espírito.

Mas, após a data mencionada acima, ela passou a definir saúde como o estado de completo bem-estar do ser humano integral:

biológico, psicológico e espiritual.

Desta forma, a obsessão espiritual oficialmente passou a ser conhecida na Medicina como possessão e estado_de_transe, que é um item do CID - Código Internacional de Doenças - que permite o diagnóstico da interferência espiritual Obsessora.

O CID 10, item F.44.3 - define estado de transe e possessão como a perda transitória da identidade com manutenção de consciência do meio-ambiente, fazendo a distinção entre os normais, ou seja, os que acontecem por incorporação ou atuação dos espíritos, dos que são patológicos, provocados por doença.

Os casos, por exemplo, em que a pessoa entra em transe durante os cultos religiosos e sessões mediúnicas não são considerados doença.

Neste aspecto, a alucinação é um sintoma que pode surgir tanto nos transtornos mentais psiquiátricos - nesse caso, seria uma doença, um transtorno dissociativo psicótico ou o que popularmente se chama de loucura bem como na interferência de um ser desencarnado, a Obsessão espiritual..

Portanto, a Psiquiatria já faz a distinção entre o estado de transe normal e o dos psicóticos que seriam anormais ou doentios.

O manual de estatística de desordens mentais da Associação Americana de Psiquiatria - DSM IV - alerta que o médico deve tomar cuidado para não diagnosticar de forma equivocada como alucinação ou psicose, casos de pessoas de determinadas comunidades religiosas que dizem ver ou ouvir espíritos de pessoas mortas, porque isso pode não significar uma alucinação ou loucura.

Na Faculdade de Medicina DA USP, o Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, médico, que coordena a cadeira (hoje obrigatória) de Medicina e Espiritualidade.

Na Psicologia, Carl Gustav Jung, discípulo de Freud, estudou o caso de uma médium que recebia espíritos por incorporação nas sessões espíritas.

Na prática, embora o Código Internacional de Doenças (CID) seja conhecido no mundo todo, lamentavelmente o que se percebe ainda é muitos médicos rotularem todas as pessoas que dizem ouvir vozes ou ver espíritos como psicóticas e tratam-nas com medicamentos pesados pelo resto de suas vidas.

Em minha prática clínica (também praticada por Ian Stevenson), a grande maioria dos pacientes, rotulados pelos psiquiatras de "psicóticos" por ouvirem vozes (clariaudiência) ou verem espíritos (clarividência), na verdade, são médiuns com desequilíbrio mediúnico e não com um desequilíbrio mental, psiquiátrico. (Muitos desses pacientes poderiam se curar a partir do momento que tivermos uma Medicina que leva em consideração o Ser Integral).

Portanto, a obsessão espiritual como uma enfermidade da alma, merece ser estudada de forma séria e aprofundada para que possamos melhorar a qualidade de vida do enfermo.

Texto de Osvaldo Shimoda

Colaboração de CEECAL - Centro de Estudos Espírita Caminho da Luz.

Sérgio Felipe de Oliveira é um psiquiatra brasileiro, doutor em Neurociências, mestre em Ciências pela USP (Universidade de São Paulo) e destacado pesquisador na área da Psicobiofísica. A sua pesquisa reúne conceitos de Psicologia, de Física, de Biologia e de Espiritismo.

Desenvolve estudos sobre a glândula pineal, estabelecendo relações com atividades psíquicas e recepção de sinais do mundo espiritual por meio de ondas eletromagnéticas. Realiza um trabalho junto à Associação Médico-Espírita de São Paulo AMESP e possui a clínica Pineal Mind, onde faz seus atendimentos e aplica suas pesquisas.

Segundo o mesmo, a pineal forma os cristais de apatite que, em indivíduos adultos, facilita a captura do campo magnético que chega e repele outros cristais. Esses cristais são apontados através de exames de tomografia em pacientes com facilidade no fenómeno da incorporação. Já em outros pacientes, em que os exames não apontam tais cristais, foi observado que o desdobramento fora facilmente apontado.

Segundo a revista Espiritismo & Ciência, "o mistério não é recente. Há mais de dois mil anos, a glândula pineal é tida como a sede da alma. Para os praticantes da ioga, a pineal é o ajna chakra, ou o “terceiro olho”, que leva ao autoconhecimento. O filósofo e matemático francês René Descartes, em Carta a Mersenne, de 1640, afirma que “existiria no cérebro uma glândula que seria o local onde a alma se fixaria mais intensamente”.

Sérgio Felipe de Oliveira tem feito palestras sobre o tema em várias universidades do Brasil e do exterior, inclusive na Universidade de Londres. Numa apresentação na Universidade de Caxias do Sul, o pesquisador afirmou ter recebido vários estímulos para estudar a glândula pineal quando ainda estava concentrado em pesquisas na área de física e matemática. Um desses estímulos foi uma visão em que lhe apareceu o professor Zerbini, renomado médico cardiologista e pioneiro dos transplantes de coração no Brasil. Zerbini, a quem Sérgio teria substituído em seus dois últimos compromissos acadêmicos, sugeriu a Sérgio insistentemente (durante a visão) que estudasse a glândula pineal, conforme o relato do pesquisador.
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