domingo, 27 de fevereiro de 2011

Problemas Pessoais


"A fé viva não é patrimônio transferível. É conquista pessoal.
A felicidade legítima não é mercadoria que se empresta. É realização íntima.
A graça do Céu não desce a esmo. Tem que ser merecida.
A melhor caridade não é a que se faz por substitutos. Cabe-nos executá-la por nós mesmos. 
A fortaleza moral não é produto de rogos alheios. Provém do nosso esforço na resistência para o bem.
A esperança fiel não se nos fixa no coração através de simples contágio. É fruto de compreensão mais alta.
O verdadeiro amor não nasce das sombras do desejo. É fonte cristalina e inexaurível do espírito eterno.
O conhecimento real não é construção de alguns dias. É obra do tempo.
O paraíso jamais será adquirido pela sagacidade da compra. É atingível pela nossa boa-vontade em fugir ao purgatório ou ao inferno da própria consciência.
A proteção da Esfera Superior é inegável para todos nós que ainda nos movimentamos na sombra. Ai de nós, todavia, se não procurarmos as bênçãos da luz!..."

André Luiz
Livro: Agenda Cristã
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

domingo, 20 de fevereiro de 2011

A Doutrina Espírita permite a participação na Ordem Demolay e Maçonaria?

Nosso irmão Carlos Eduardo, também nos enviou esta pergunta:

"A Doutrina Espírita permite a participação na Ordem Demolay e Maçonaria?"

Antes de mais nada, devemos lembrar que o leitor talvez não saiba o que são esses grupos. A Maçonaria é uma sociedade discreta de caráter universal, cujos membros cultivam o aclassismo, humanidade, os princípios da liberdade, democracia, igualdade, fraternidade e aperfeiçoamento intelectual, sendo assim uma associação iniciática e filosófica.

A Ordem Demolay é uma ordem filiada à maçonaria de princípios filosóficos, fraternais, iniciáticos e filantrópicos , patrocinada pela Maçonaria, para jovens - do sexo masculino - com idade compreendida entre os 12 e os 21 anos. Fundada nos Estados Unidos dia 18 de Março de 1919 em Kansas City, Missouri, pelo Maçom Frank Sherman Land, é patrocinada e apoiada pela Maçonaria, oficialmente desde 1921.

Você pode, perfeitamente, ser espírita e maçom, como rosacruz, esoterista ou mesmo da ordem Demolay, se sentir necessidade disto. Não temos nenhuma crítica a fazer a qualquer filosofia ou religião, por isso, tudo depende da sua necessidade. Se o Espiritismo não preenche totalmente os seus anseios, não responde as suas indagações mais íntimas você pode buscar noutro pensamento filosófico.

Às vezes as pessoas se tornam espíritas mas sente falta dos rituais, liturgias e formalismos, e procuram complementar essas faltas com pensamentos filosóficos elevados, como é a maçonaria e outros.

Você deve seguir sempre o seu coração. Ninguém deve dizer a você para fazer ou deixar de fazer, para acreditar ou deixar de acreditar, pois você tem o livre arbítrio. Muitas pessoas não tem essa necessidade e são somente espíritas, ou somente maçons. Outros, embora sendo espíritas, estão ávidos de conhecimentos e adentram essas escolas iniciáticas para aprender os seus mistérios.

Um dia os homens não terão mais rótulos religiosos. Ninguém se dirá católico, protestante, induísta, muçulmano, cristão, espírita, rosacruz, agnóstico ou qualquer outra coisa, porque a única identificação que trará consigo é o amor. Ame o quanto puderes, e seja o que quiseres.

Há porém, muita discussão a respeito da seguinte pergunta: Seria Allan Kardec, um Maçom? Existem indícios e controvérsias. No site Espírito.org, você pode conferir esta matéria clicando aqui.

Além disso, existem livros que incitam uma relação existente entre a Maçonaria e o Espiritismo. Vocês podem conferir isto no livro "Maçonaria e Espiritismo: Encontros e Desencontros" da editora Madras. Existe também um DVD de Divaldo Franco a respeito desta relação, o nome é "A Maçonaria e o Espiritismo".

Espiritismo é uma Religião?

Nosso irmão, Carlos Eduardo, enviou esta segunda pergunta, a qual é mais "complexa" e também muito discutida.

"O Espiritismo é uma Religião?"



Podemos refletir sobre a opinião de Kardec, quando do seu discurso de abertura na Sociedade de Paris, na Sessão Anual Comemorativa dos mortos, feito no dia 1º de novembro de 1868, publicado na Revista Espírita de dezembro do mesmo ano, em que ele diz:

“Se assim é, dir-se-á, o Espiritismo é, pois, uma religião? Pois bem, sim! sem dúvida, Senhores; no sentido filosófico, o Espiritismo é uma religião, e disto nos glorificamos, porque é a doutrina que fundamenta os laços da fraternidade e da comunhão de pensamentos, não sobre uma simples convenção, mas sobre as bases mais sólidas; as próprias leis da Natureza”.

“Por que, pois, declaramos que o Espiritismo não é uma religião? Pela razão de que não há senão uma palavra para expressar duas idéias diferentes, e que, na opinião geral, a palavra religião é inseparável da de culto; que ela desperta exclusivamente uma idéia de forma, e que o Espiritismo não a tem. Se o Espiritismo se dissesse religião, o público não veria nele senão uma nova edição, uma variante, se assim nos quisermos expressar, dos princípios absolutos em matéria de fé; uma casta sacerdotal com um cortejo de hierarquias, de cerimônias e de privilégios; não o separaria das idéias de misticismo, e dos abusos contra os quais a opinião freqüentemente é levantada”.

“O Espiritismo, não tendo nenhum dos caracteres de uma religião, na acepção usual da palavra, não se poderia, nem deveria se ornar de um título sobre o valor do qual, inevitavelmente, seria desprezado; eis porque ele se diz simplesmente: doutrina filosófica e moral”.

Para completar, colocarei a opinião de estudiosos e intelectuais conceituados na área de estudo do Espiritismo:

Luiz Carlos D. Formiga

Biomédico com Doutorado em Microbiologia e Imunologia. Professor Universitário, palestrante e articulista Espírita.

Até no dicionário a palavra religião é de difícil compreensão. Espiritismo é um neologismo, necessário para explicar uma nova ordem de idéias apresentada em "O Livro dos Espíritos". Nele encontramos uma filosofia de caráter científico e uma ciência de conseqüências religiosas. Oferecendo uma filosofia existencial religa a criatura ao Criador. A compreensão pode ser ampliada com reflexão profunda usando o Capítulo II do Livro Terceiro, Leis Morais, Lei de Adoração de "O Livro dos Espíritos".

Jussara Korngold

Envolvida com o Conselho Espírita Internacional (CEI) na programação de atividades e também nas traduções de livros espíritas para o Inglês.

Sem duvida, porque sem o aspecto religioso da doutrina não conseguiríamos encontrar o sustentáculo necessário para nos manter firmes em nossa disposição de crescimento espiritual. E a parte religiosa que nos enche de fé e que nos guia nas adversidades do caminho. É ela que nos liga a Jesus e que nos auxilia em nossa aproximação com o Pai. Sem o aspecto religioso da doutrina seriamos intelectuais letrados a respeito das coisas do espírito mas traríamos o nosso coração vazio de humildade, caridade e amor.

Jacob Melo

Engenheiro Civil e Empresário. Expositor espírita desde os 15 anos de idade. Escreveu o livro O Passe: seu estudo, suas técnicas, sua prática, entre outros.

É sim. Não nos moldes convencionais, mas dentro do princípio de que o Espiritismo é baliza para almas que querem norte e buscam consolo, amparo e força, além de razão e bom-senso.

Clécio Carlos Gomes

Médium de incorporação, psicólogo e psicopatologista especializado em saúde mental. Divulgador da técnica apométrica e escritor.

Do ponto de vista de religação a Deus, sim. Porém as religiões possuem uma tendência dogmática e isso já ocorre dentro do espiritismo. Não podemos esquecer que o dogmatismo é humano e não divino e isso cria uma série de julgamentos e pré-conceitos. Encaro o espiritismo mais como uma doutrina-filosófica e, conseqüentemente, como a ciência da alma.

Saara Nousiainen

Vice-Presidente da Ass. de Divulgadores do Espiritismo do Ceará, radialista com 3 programas de rádio em Fortaleza e na Rádio Boa Nova e escritora de vários livros.

Entendo Espiritismo como um universo de informações, cujo conteúdo modifica paradigmas, amplia conceitos, deixa a criatura de bem com a vida e, aplicado na prática, desenvolve a religiosidade, dando rumos e roteiros para o crescimento interior do ser, rumo ao Pai.

Qual a idade mínima para ser "Espírita"?

Recebemos no dia 15 de Fevereiro um email do nosso amigo, Carlos Eduardo perguntando qual a idade mínima para ser "espírita".

Devemos antes de mais nada, procurar saber o que é ser espírita. Ser espírita é, antes de tudo, praticar o bem e a moral que a Doutrina Espírita ensina e isto se pode dar, tanto com um que nunca assistiu a uma experiência, ou que absolutamente não se interessa pelas experiências, como com outro que tenha paixão pelos fenômenos, desde o mais vulgar, o da mesa, até o mais interessante, o da escrita mecânica; desde o mais maravilhoso, o da incorporação mediúnica, até ao mais incrível, o da reconstituição temporária do corpo físico do Espírito desencarnado.


Qualquer um, independente da idade pode ser espírita, contanto que pratique o bem e a moral que a Doutrina ensina. Diferente de certas religiões, o Espiritismo não prega qualquer diferenciação por faixa etária.

Agora, para frequentar aulas doutrinárias, varia de centro para centro. Normalmente, os centros possuem aulas de evangelização para crianças. Normalmente elas podem frequentar estudos mais avançados a partir dos 15 - 16 anos.

Também é muito falado a respeito de quando alguém possui idade para exercer sua mediunidade. Cada caso é um caso, normalmente se deve frequentar aulas doutrinárias, sobre as obras básicas segundo Allan Kardec, para após isso, dirigentes da casa decidirem o que é o certo. Porém, sabemos de casos, de crianças que nascem com uma mediunidade muito aflorada, sendo assim necessário trabalhar o mais rápido possível.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

"Hora de Luz"


"Quando tudo te pareça frustração e impedimento;
No instante em que a solidão te obrigue a pensar e repensar;
Em observando os recursos necessários à própria subsistência cada vez mais distantes;
No momento em que os melhores amigos te considerem incapaz para o serviço a fazer;
Na travessia de graves desgostos;
Nas épocas de crise, quando a provação te procure para demoradas visitas;
Ouvindo os pregoeiros do pessimismo e do desalento;
Diante das ocorrências complicadas e dolorosas, quando o desânimo te ameace;
Ou na ocasião em que todas as circunstâncias surjam conjugadas como que favorecendo a ignorância e o desequilíbrio;
Guarda a certeza de que estás atingindo à hora de luz em que desfrutas a oportunidade de revelar a força de tua fé e o ensejo bendito em que podes, com a bênção de Deus, esquecer o mal e fazer o bem."

EMMANUEL
Livro: "Algo Mais"
Psicografado por Francisco Cândido Xavier
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