terça-feira, 29 de junho de 2010

Campanha do Agasalho


O Grêmio de Propaganda Espírita Luz e Amor está promovendo uma campanha de arrecadação de agasalhos e cobertores. Nós do blog "Paradigma Espírita" frequentamos a casa GPELA e estamos fomentando esta campanha.

Dados para doação:

GRÊMIO DE PROPAGANDA ESPÍRITA LUZ E AMOR
Rua Silva Cardoso, 673 - Bangu - Rio de Janeiro - RJ
Tel. 3421-2666 - www.gpela.org.br
Reuniões públicas: Terças e sextas às 20h - Quintas às 15:30h - Sábados às 18h
Atendimento Fraterno: 30 min antes das Reuniões Públicas

Ajude os mais necessitados, fazendo esta doação para nossa casa espírita.

Em ti mesmo

"Tens fé? Tem-na em ti mesmo, diante de Deus."
Paulo. (ROMANOS, 14:22)

No mecanismo das realizações diárias, não é possível esquecer a criatura aquela expressão de confiança em si mesma, e que deve manter na esfera das obrigações que tem de cumprir à face de Deus. Os que vivem na certeza das promessas divinas são os que guardam a fé no poder relativo que lhes foi confiado e, aumentando-o pelo próprio esforço, prosseguem nas edificações definitivas, com vistas à eternidade. Os que, no entanto, permanecem desalentados quanto às suas possibilidades, esperando em promessas humanas, dão a idéia de fragmentos de cortiça, sem finalidade própria, ao sabor das águas, sem roteiro e sem ancoradouro. Naturalmente, ninguém poderá viver na Terra sem confiar em alguém de seu círculo mais próximo; mas, a afeição, o laço amigo, o calor das dedicações elevadas não podem excluir a confiança em si mesmo, diante do Criador. Na esfera de cada criatura, Deus pode tudo; não dispensa, porém, a cooperação, a vontade e a confiança do filho para realizar. Um pai que fizesse, mecanicamente, o quadro de felicidades dos seus descendentes, exterminaria, em cada um, as faculdades mais brilhantes. Por que te manterás indeciso, se o Senhor te conferiu este ou aquele trabalho justo? Faze-o retamente, porque se Deus tem confiança em ti para alguma coisa, deves confiar em ti mesmo, diante d'Ele.

EMMANUEL
Livro: Caminho, Verdade e Vida
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

sexta-feira, 25 de junho de 2010

O que é a Fé?


(do grego fides, fidelidade e do grego pistia) é a firme convicção de que algo seja verdade, sem nenhuma prova de que este algo seja verdade, pela absoluta confiança que depositamos neste algo ou alguém.

A fé se relaciona de maneira unilateral com os verbos acreditar, confiar e apostar, isto é, se alguém tem fé em algo, então acredita, confia e aposta nisso, mas se uma pessoa acredita, confia e aposta em algo, não significa, necessariamente, que tenha fé. A diferença entre eles é que ter fé é nutrir um sentimento de afeição, ou até mesmo amor pelo que acredita,confia e aposta.

A fé se manifesta de várias maneiras e pode estar vinculada a questões emocionais e a motivos nobres ou estritamente pessoais. Pode estar direcionada a alguma razão específica ou mesmo existir sem razão definida. Também não carece absolutamente de qualquer tipo de evidência racional.

A Fé no Espiritismo

"Fé inabalável só é a que pode encarar de frente a razão, em todas as épocas da humanidade"
Allan Kardec.
A Doutrina Espírita apresenta uma nova maneira de ver a Fé. Este é um ponto que julgamos importante, pois enquanto as religiões procuram manipular as consciências, incutindo idéias de medo, impondo comportamentos, reduzindo consideravelmente o livre arbítrio, o Espiritismo deixa o pensamento fluir livremente, o mais natural possível para que o indivíduo possa demonstrar toda sua identidade e autenticidade.
A Fé raciocinada deixa de possuir conotação de algo obtido por uma graça, por um mistério que não pode ser explicado. Ela, portanto, difere de tudo o que caracteriza a Fé religiosa, porque baseia-se na busca do entendimento e do discernimento. A Fé religiosa firma-se nos dogmas que definem as religiões. A Fé Espírita usa a razão e, por isto, pode criticar e examinar o objeto da Fé.
Há uma lucidez maior dos conhecimentos adquiridos e uma melhor captação de conhecimentos novos. A Fé Espírita é efeito e não causa. O indivíduo que a possui já experienciou no passado vivências, aprendizados, etc. que hoje lhe transmitem toda uma certeza e confiança. Há uma visão global, holística, das coisas; ou, porque não dizer, uma visão "guestaltica" do todo.
Para que se obtenha esta compreensão geral, aumentando-a paulatinamente, torna-se necessário que a nossa inteligência esteja ativa, para podermos exercitá-la através da vontade. Com a inteligência teremos facilidade de adquirir conhecimentos novos e tornar presente ou consciente os já adquiridos. Estes, serão sempre assoalho para o apoio de novas informações; assim, o poder de análise e de síntese vai crescendo de forma que a cada passo o indivíduo tenha nova compreensão, novos "insights", ou lampejos cada vez mais claros.
Assim é a Fé Espírita, com características próprias e especiais, que a diferencia de qualquer outra Fé. A Fé Espírita não é reducionista, não bloqueia a vontade nem a expressão do ser humano; ao contrário, amplia a vontade e a capacidade de expressão. O indivíduo fica livre para a escolha e com menos possibilidades de ser manobrado ou manipulado.
Daí Allan Kardec dizer que a Fé Espírita "não pode ser prescrita ou imposta, por aquele que a tem, ninguém a poderá tirar e àquele que não a tem ninguém poderá dar". Diz o Codificador que "a Fé é sinal evidente de progresso". O Espiritismo, como Doutrina reencarnacionista e evolucionista, tem na sua Fé uma conseqüência desse progresso que o indivíduo vai pouco a pouco conquistando, vivenciando. O progresso vai facilitando melhores elaborações em estágios sempre renovados.
Portanto, Fé não se consegue como que "por um passe de mágica". Ela é a certeza, a segurança e a confiança já conquistadas e que num dado momento o indivíduo experiência. A Fé está relacionada a obras, assim, uns possuem mais Fé, outros menos. Para a realização das obras - e das conquistas - é necessário estudo e trabalho que resultam em experiência. O que se pode afirmar é que haverá sempre uma nova tarefa a ser executada, a nos provar, a nos testar e, assim, vamos obtendo maior firmeza na execução, ou seja, maior Fé.
Foi dito, "a fé é mãe da esperança e da caridade", o que é facilmente compreensível, porque todo aquele que a possui, conforme a Doutrina Espírita, apresenta um sintoma de que já conquistou estágios importantes e, como tal, ela já está incorporada ao seu acervo tornando-se natural a prática do amor e da caridade.
A importância do Espírita ter esse entendimento da Fé, o levará a vivenciar melhor a atual existência, o aqui e agora, e a pautar todos os seus atos dentro de uma moral e de uma ética elevada. O Espiritismo facilita a reparação dos erros numa experimentação consciente e nisto está o fortalecimento da Fé. Todo este entendimento nos conduzirá à certeza, à confiança e à esperança, proporcionando-nos encarar de frente a razão em todas as épocas da humanidade.
Texto sobre a Fé no Espiritismo de Otaviano Pereira da Neves

Sem Desfalecimentos

"E não nos cansemos de fazer bem, porque a seu tempo ceifaremos se não houvermos desfalecido"
Paulo. (GÁLATAS, 6:9.)

Há pessoas de singulares disposições em matéria de serviço espiritual. Hoje crêem, amanhã descrêem.
Entregaram-se, ontem, às manifestações da fé; entretando, porque alguém não se curou de uma enxaqueca, perdem hoje a confiança, penetrando o caminho largo da negação.
Iniciam a prática do bem, mas se aparece um espinho de ingratidão dos semelhantes, proclamam a falência dos propósitos de bem fazer.
São crianças que ensaiam aprendizado na escola da vida, distantes ainda da posição de discípulos do Mestre.
O exercício do amor verdadeiro não pode cansar o coração. Quem ama em Cristo Jesus, guarda confiança em Deus, é feliz na renúncia e sabe alimentar-se de esperança.
O mal extenua o espírito, mas o bem revigora sempre.
O aprendiz sincero do Evangelho, portanto, não se irrita nem conhece a derrota nas lutas edificantes, porque compreende o desânimo por perda de oportunidade.
Problemas da alma não se circunscrevem a questões de dias e semanas terrestres, nem podem viver condicionados a deficiências físicas.
São problemas de vida, renovação e eternidade.
Não te canses, pois, de fazer o bem, convencido, todavia, de que a colheita, por tuas próprias mãos, depende de prosseguires no sacerdócio do amor, sem desfalecimentos.

EMMANUEL
Livro: Vinha de Luz
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 23 de junho de 2010

O que é o Passe?

Saía Jesus da cidade de Jericó, acompanhado de seus discípulos e de grande multidão, quando um cego, De nome Bartimeu, começou a clamar, em altas vozes: - Jesus, filho de Davi, tem compaixão de mim! Algumas pessoas ordenaram-lhe que se calasse, mas o cego, empolgado pelo desejo de ser beneficiado pelo generoso Rabi, insistia:- - Jesus, filho de Davi, tem compaixão de mim! Ouvindo-o, o mestre nazareno recomendou aos discípulos que o trouxessem a sua presença. - Que queres que eu faça? – perguntou-lhe. - Senhor, que eu veja. Compadecendo-se, Jesus estendeu-lhe as mãos, tocando em seus olhos, dizendo: -Vai em paz. A tua fé te salvou. No mesmo instante o cego voltou a enxergar e, jubiloso, integrou-se no grupo que acompanhava o Messias.

Transfusão de energias


Jesus curou o cego de Jericó aplicando-lhe o passe magnético, terapia que desenvolveu largamente durante seu apostolado, no que foi imitado pelos discípulos que ,em seu nome, aliviavam males do corpo e da alma. O espiritismo revive o mesmo tratamento, em toda sua simplicidade, sem magia, sem mistério, sem ritualismo. O companheiro que se coloca diante do paciente, impondo-lhe as mãos sobre a cabeça, é apenas alguém de boa vontade que concentra seus melhores sentimentos no propósito de favorecê-lo com uma transfusão de energias magnéticas, de dois tipos: o magnetismo humano, do próprio passista. O magnetismo espiritual, de benfeitores desencarnados que controlam todo o processo. A aplicação do passe no Centro Espírita é mera especialização de um Dom próprio do ser humano. Todos podemos doar magnetismo curador. Muitos o fazem, inconscientemente. Há múltiplos exemplos: a mãe que acalenta o filho inquieto ao seio; o médico à cabeceira do doente, preocupado com sua recuperação; o religioso que ora opor alguém; a benzedeira que atende a criança....

As duas condições básicas

A eficiência do passe está associada a dois fatores: O primeiro é a capacidade do passista; como Jesus foi o modelo perfeito , fácil concluir que o melhor será aquele que mais se aproxime de sua orientação, desenvolvendo valores de serenidade, equilíbrio, dedicação, sobretudo, amor pelo semelhante. Embora os companheiros vinculados à tarefa estejam longe desse padrão, a Espiritualidade suprirá suas limitações, desde que não se acomodem ás próprias fraquezas, cultivando empenho de renovação e desejo de servir. O segundo fator, tão importante quanto a capacidade do passista, é a receptividade do paciente. Imaginemos uma transfusão sanguinea .O doador faz sua parte mas, no momento de injetar o sangue nas veias do doente, este retira a agulha nele introduzida , inviabilizando a transferência. O mesmo podemos dizer da transfusão de energia magnética , que para completar-se exige empenho do beneficitário no sentido de sintonizar com aquele que o beneficia. Aqui entra a fé. - A tua fé te salvou- proclama Jesus, dirigindo-se a Bartimeu . Não se trata de um prêmio à crença irrestrita, mas uma dramática demonstração de que é preciso confiar plenamente nos recursos mobilizados em nosso favor a fim de que possamos assimilá-los integralmente. O complemento indispensável.

Outro ponto importante a considerar:

O passe é sempre uma terapia de superfície. Pode amenizar os efeitos – doenças e perturbações- mas não atinge as causas profundas, que se exprimem em nossa maneira de pensar, nas falhas de comportamento , nos vícios alimentados. Por isso , se nos limitarmos a recebê-lo, sem analisar mais profundamente as origens de nossos males, eles logo recrudescerão. Saúde e equilíbrio não se sustentam em concessões gratuitas da Divindade. São conquistas que todos devemos realizar com o esforço da renovação, tendo por roteiro o Evangelho. Nele há tônicos infalíveis que operam prodígios de bem-estar quando deles fazemos uso. Todos os conhecemos sobejamente: a compreensão, a tolerância, o perdão, a caridade, o amor, a misericórdia, a bondade... Oportuno lembrar que frequentemente Jesus dispensava os beneficiários de suas curas, recomendando: “Vai e não peques mais para que não te suceda pior”.
Importante considerar;

Há a questão do merecimento. Compromissos cármicos, decorrentes de nossos desatinos do passado ,geralmente não podem ser removidos. Nenhum passista, por mais eficiente; nenhuma fé, por mais ardorosa, fará brotar uma perna em alguém que nasceu sem ela. Há determinados problemas físicos e psíquicos tão irremediáveis como a falta de um membro . Mesmo assim , se cumprirmos as disciplinas do passe- fé e empenho de renovacão –, ele nos beneficiará muito, revitalizando nossas forças e minimizando nossos males, para que enfrentemos o resgate do pretérito sem tormentos e sem atropelos, com o coração em paz. Será algo semelhante a colocar a abençoada almofada sobre os ombros a fim de que se faça mais leve a cruz de nossa redenção.

(Texto de Richard Simonetti)

terça-feira, 22 de junho de 2010

Tudo Novo - Emmanuel

"Assim é que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo."
Paulo (II CORÍNTIOS, 5:15.)

"É muito comum observarmos crentes inquietos, utilizando recursos sagrados da oração para que se perpetuem situações injustificáveis tão-só porque envolvem certas vantagens imediatas para suas preocupações egoísticas. Semelhante atitude mental constitui resolução muito grave. Cristo ensinou a paciência e a tolerância, mas nunca determinou que seus discípulos estabelecessem acordo com os erros que infelicitam o mundo. Em face dessa decisão, foi à cruz e legou o último testemunho de não-violência, mas também de não-acomodação com as trevas em que se compraz a maioria das criaturas. Não se engane o crente acerca do caminho que lhe compete. Em Cristo tudo deve ser renovado. O passado delituoso estará morto, as situações de dúvida terão chegado ao fim, as velhas cogitações do homem carnal darão lugar a vida nova em espírito, onde tudo signifique sadia reconstrução para o futuro eterno. É contra-senso valer-se do nome de Jesus para tentar a continuação de antigos erros. Quando notarmos a presença de um crente de boa palavra, mas sem o íntimo renovado, dirigindo-se ao Mestre como um prisioneiro carregado de cadeias, estejamos certos de que esse irmão pode estar à porta do Cristo, pela sinceridade das intenções; no entanto, não conseguiu, ainda, a penetração no santuário de seu amor."

EMMANUEL
Livro: Caminho, Verdade e Vida
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

Quem Somos



Nonato SilvaNícolas Queiros, são respectivamente pai e filho, que ao começarem o estudo da doutrina espírita, resolveram criar um blog para servir como "meio de divulgação e propaganda" dos ideais espíritas.

Apesar do pouco tempo devido a compromissos profissionais/pessoais, sempre que podem atualizam o site com artigos, mensagens entre outros tipos de postagem.

Para entrar em contato, enviar sugestões, críticas, tirar dúvidas:


Nonato: nonatosilva@globo.com
Nícolas: nicolasqueiros@hotmail.com

Lembrando que estamos aberto a perguntas e questões a respeito do Espiritismo. Assim que formularmos uma resposta, postaremos numa seção chamada "Perguntas e Respostas". Luz e Amor a todos.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Necessidade da Encarnação

É um castigo a encarnação e somente os Espíritos culpados estão sujeitos a sofrê-la? A passagem dos Espíritos pela vida corporal é necessária para que eles possam cumprir, por meio de um ação material, os desígnios cuja execução Deus lhes confia. É-lhes necessária, a bem deles, visto que a atividade que são obrigados a exercer lhes auxilia o desenvolvimento da inteligência. Sendo soberanamente justo, Deus tem de distribuir tudo igualmente por todos os seus filhos; assim é que estabeleceu para todos o mesmo ponto de partida, a mesma aptidão, as mesmas obrigações a cumprir e a liberdade de proceder. Qualquer privilégio seria uma preferência, uma injustiça. Mas, a encarnação, para os Espíritos, é um estado transitório. É uma tarefa que Deus lhes impõe, quando iniciam a vida, como primeira experiência do uso que farão do livre arbítrio.
Os que desempenham com zelo essa tarefa transpõem rapidamente e menos penosamente os primeiros graus da iniciação e mais cedo gozam do fruto de seus labores. Os que, ao contrário, usam mal da liberdade que Deus lhes concede retardam a sua marcha e, tal seja a obstinação que demonstrem, podem prolongar indefinidamente a necessidade da reencarnação e é quando se torna um castigo – S.Luis (Paris, 1859).

Livro: “O Evangelho Segundo o Espiritismo” – EDIÇÃO FEB
Para completar o tópico, coloco aqui uma matéria no mínimo, "intrigante" a respeito da reencarnação:
PARTE I



PARTE II


sábado, 19 de junho de 2010

Que é Deus?

Kardec já tomava por base que para iniciar e ter total empenho nas suas pesquisas espíritas, nunca seria demais a máxima frieza e o sistemático controle das paixões evitando descambar-se para a religiosidade muito forte da época, para a curiosidade pueril, para a sede do sobrenatural ou quaisquer manifestações deste gênero. Tanta convicção tinha neste comportamento que mais adiante advertiria os seus seguidores: "O Espiritismo será científico ou não subsistirá".
Recebeu dos Espíritos que "assinam" os prolegômenos de "O livro dos Espíritos" a resposta mais próxima da verdade científica até hoje já concebida: - Deus é a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas.
A lei básica que rege o Universo (todas as coisas) é a lei de Causa e Efeito ou Ação e Reação, como é conhecida no meio científico. Para um efeito inteligente sempre haverá uma causa inteligente correspondente.
Para que possamos chegar próximos a entender o que é Deus, devemos fazer um esforço para idealizarmos mais ou menos o que seria o Universo, começando portanto pela tomada de consciência do espaço tridimensional (comprimento, largura e altura) que ocupamos no mesmo, passando daí para a percepção do espaço da nossa residência, bairro, cidade, estado, país, continente e planeta Terra com seus 40.000 quilômetros de extensão na circunferência. A Terra faz parte de um sistema solar que possui apenas 9 planetas com 57 satélites no total de 68 corpos celestes. A "grosso modo" em relação a outros astros do sistema solar, a Terra possui um volume 49 vezes maior que o da lua e 1.300.000 vezes menor que o do sol. É preciso que tenhamos noção de sua pouca importância diante do restante do Universo.
Nosso sistema solar faz parte de uma pequena galáxia conhecida por Via Láctea, um aglomerado de cerca de 100 bilhões de estrelas, com pelo menos cem milhões de planetas e conforme os astrônomos, no mínimo cem mil com vida inteligente e mil com civilizações mais evoluídas que a nossa.
As últimas observações do telescópio Hubble (em órbita), elevaram o número de galáxias conhecidas para 50 milhões. Em 1991, em Greenwich, na Inglaterra, o observatório localizou um quasar (possível ninho de galáxias) com a luminosidade correspondente a 1 quatrilhão de sóis.
Diante destes números pensaríamos haver chegado na idéia do que é o Universo; ledo engano, pois estas áreas, ou melhor, volumes, representariam apenas 3% do que seria a totalidade de tudo dentro do tridimensional e espaço / tempo como conhecemos. Os espaços interplanetários, interestrelares e intergalácticos, obviamente, formariam a maior parte daquilo que chamamos de Universo.
Os fenômenos de aporte (transporte de matéria através de outras dimensões) tão conhecidos dos pesquisadores da paranormalidade e a anti-matéria já produzida em laboratórios experimentais mais desenvolvidos através do planeta, nos dão a confirmação dos estudos de pesquisadores da capacidade de um Friedrich Zöllner, que no século passado , comprova a existência da quarta dimensão e conseqüentemente outros tantos Universos, quantas tantas dimensões for possível conhecermos.
A teoria mais moderna da criação do Universo, nos remete não apenas para o Bigbang (a grande explosão) início de tudo, mas, para a idéia de vários bigbangs, com Universos cíclicos através de quatrilhões ou mais de anos.
E aí? Será que conseguimos chegar perto da idéia da concepção e tamanho da obra de Deus, para tentar entendê-lo?
Não seria no mínimo estranho que após esta monumental obra inteligente, Deus colocasse em um planeta que representa um ínfimo grão de areia em uma cadeia de montanhas como o Himalaia, sua grande criação, o homem, feito sua imagem e semelhança?
Nosso grande irmão e amigo Jesus, há 2000 anos, já passava em forma de contos e parábolas vários conhecimentos intelectuais e morais que possuía devido ao seu grande estado evolutivo, quando em missão entre nós, confiada pelo Criador afirmou: "Na casa de meu pai existem muitas moradas".
Para concluirmos esta nossa pequena intenção de lançarmos nossos confrades na especulação ao entendimento do que seria Deus, iremos nos valer da "coleção de livros" chamada Bíblia, que no entender do grande intelectual e eminente espírita Dr. Carlos Imbassahy, é um livro como outro qualquer, em que nos seus textos contém tudo que a gente queira para justificar, a favor ou contra qualquer coisa.
No Antigo Testamento, Livro Gênesis, Capítulo 1 (Criação do homem), versículo 26 temos: "e (por fim) disse: Façamos o homem à nossa imagem e semelhança (sic...)".
Se tomarmos como verdadeira a hipótese de que a Bíblia é a palavra de Deus, qual seria a imagem correta do nosso Criador? Um homem ou mulher? Velho, ariano de barbas longas ou de cor negra, e magro como os etíopes (teoricamente os primeiros hominídeos) ?
Não seria melhor tentarmos entender uma concepção mesmo que não a conheçamos bem? Como por exemplo: o que sabemos a respeito do que somos (espírito)? Qual a imagem fiel que temos do mesmo? Ninguém sabe, ou melhor, conhecemos bem o corpo material, e relativamente o periespiritual, mas não o espírito. Conforme Allan Kardec, o espírito é alguma coisa formado por uma substância, mas cuja matéria, que afeta nossos sentidos, ele não nos pode dar uma idéia.
Pode-se compará-lo a uma chama ou centelha cujo clarão varia de acordo com o grau de sua depuração. Sendo assim, pois, teríamos o entendimento melhor de nossa imagem de acordo com a de Deus.
No tocante a semelhança é mais fácil a sua comparação quando procuramos compreender a eternidade, já que a palavra pressupõe algo que não tem início nem fim, como Deus; que é infinito, único, perfeito e todo-poderoso. Já ao passo que nós somos algo como semi-eternos; tivemos um começo criado por Ele e evoluímos na Sua direção conforme o Seu desejo.


Esse texto foi escrito por Paulo Roberto Martins, publicado no Jornal Espírita de Pernambuco (Julho de 2000)

sexta-feira, 18 de junho de 2010

O teu dom - Emmanuel

Recebi essa mensagem no GPELA e resolvi compartilhar com vocês caros leitores. Quem quiser acessar o site oficial do GPELA só clicar na imagem azul da seção "Recomendamos" (no lado direito do blog).

"Não desprezes o dom que há em ti." Paulo (I TIMÓTEO, 4:14)



Em todos os setores de reorganização da fé cristã, nos quadros do Espiritismo contemporâneo, há sempre companheiros dominados por nocivas inquietações.
O problema da mediunidade, principalmente, é dos mais ventilados, esquecendo-se, não raro, o impositivo essencial do serviço.
Aquisições psíquicas não constituem realizações mecânicas.
É indispensável aplicar nobremente as bênçãos já recebidas, a fim de que possamos solicitar concessões novas.
Em toda parte, há insopitável ansiedade por recolher dons do Céu, sem nenhuma disposição sincera de espalhá-los, a benefício de todos, em nome do Divino Doador. Entretanto, o campo de lutas e experiências terrestres é a obra extensa do Cristo, dentro da qual a cada trabalhador se impõe certa particularidade de serviço.
Diariamente, haverá mais farta distribuição de luz espiritual em favor de quantos se utilizam da luz que já lhes foi concedida, no engrandecimento e na paz da comunidade.
Não é razoável, porém, conferir instrumentos novos a mãos ociosas, que entregam enxadas à ferrugem. Recorda, pois, meu amigo, que podes ser o intermediário do Mestre, em qualquer parte.
Basta que compreendas a obrigação fundamental, no trabalho do bem, e atendas à Vontade do Senhor, agindo, incessantemente, na concretização dos Celestes Desígnios.
Não te aflijas, portanto, se ainda não recebestes a credencial para o intercâmbio direto com o plano invisível, sob o ponto de vista fenomênico. Se suspiras pela comunicação franca com os espíritos desencarnados, lembra-te de que também és um espírito imortal, temporariamente na Terra, com o dever de aplicar o sublime dom de servir que há em ti mesmo.

EMMANUEL
Livro: Vinha de Luz
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

O que é Mediunidade?


Mediunidade é a faculdade humana pela qual se estabelecem as relações entre homens e espíritos. É uma faculdade natural, inerente a todo ser humano, por isso, não é privilégio de ninguém. Em diferentes graus e tipos, todos a possuimos. O que ocorre é que, em certos indivíduos mais sensíveis à influência espiritual, a mediunidade se apresenta de forma mais ostensiva, enquanto que, em outros, ela se manifesta em níveis mais sutis.
A mediunidade é, pois, a faculdade natural que permite sentir e transmitir a influência dos espíritos, ensejando o intercâmbio e a comunicação entre o mundo físico e o espiritual. Trata-se de uma sintonia entre os encarnados (vivos) e os desencarnados (mortos), permitindo uma percepção de pensamentos, vontades e sentimentos. O Espiritismo vê a mediunidade como uma oportunidade de servir, de praticar a caridade, sendo uma benção de Deus que faculta manter o contato com a vida espiritual. Graças ao intercâmbio, podemos ter aqui não apenas a certeza da sobrevivência da vida após a morte, mas também o equilíbrio para resgatarmos com proficiência os “débitos”, ou seja, desajustes adquiridos em encarnações anteriores.
É graças à mediunidade que o homem tem a antevisão de seu futuro espiritual e, ao mesmo tempo, o relato daqueles que o precederam na viagem de volta à erraticidade, trazendo informes de segurança, diretrizes de equilíbrio e a oportunidade de refazer o caminho pelas lições que absorve do contato mantido com os desencarnados. Assim, possui uma finalidade de alta importância, porque é graças a ela que o homem se conscientiza de suas responsabilidades de espírito imortal.
Sendo inerente ao ser humano, a mediunidade pode aparecer em qualquer pessoa, independentemente da doutrina religiosa que abrace. A história revela grandes médiuns em todas as épocas e todos os credos. Além disso, a mediunidade não depende de lugar, idade, sexo ou condição social e moral.

Para completar o tópico, forneço o video da última psicografia do mestre Francisco Cândido Xavier:

quinta-feira, 17 de junho de 2010

O Além-Túmulo


O Além-Túmulo (pós-morte) é uma psicografia de Francisco Cândido Xavier ditado pelo espírito Emmanuel. Trata-se de uma releitura do pensamento de "ressurreição", mostrando a lógica por trás da reencarnação. Veja:

"Teólogos eminentes, tentando harmonizar interesses temporais e espirituais, obscureceram o problema da morte, impondo sombrias perspectivas à simples solução que lhe é própria.

Muitos deles situaram as almas em determinadas zonas de punição ou de expurgo, como se fossem absolutos senhores dos elementos indispensáveis à análise definitiva. Declararam outros que, no instante da grande transição, submerge-se o homem num sono indefinível até o dia derradeiro consagrado ao Juízo Final.

Hoje, no entanto, reconhece a inteligência humana que a lógica evolveu com todas as possibilidades de observação e raciocínio.

Ressurreição é vida infinita. Vida é trabalho, júbilo e criação na eternidade.

Como qualificar a pretensão daqueles que designam vizinhos e conhecidos para o inferno ilimitado no tempo? como acreditar permaneçam adormecidos milhões de criaturas, aguardando o minuto decisivo de julgamento, quando o próprio Jesus se afirma em atividade incessante?

Os argumentos teológicos são respeitáveis; no entanto, não deveremos desprezar a simplicidade da lógica humana.

Comentando o assunto, portas a dentro do esforço cristão, somos compelidos a reconhecer que os negadores do processo evolutivo do homem espiritual, depois do sepulcro, definem-se contra o próprio Evangelho. O Mestre dos Mestres ressuscitou em trabalho edificante. Quem, desse modo, atravessará o portal da morte para cair em ociosidade incompreensível? Somos almas, em função de aperfeiçoamento, e, além do túmulo, encontramos a continuação do esforço e da vida."

E para completar o tópico, termino com uma poesia de Francisco Cândido Xavier ditado pelo espírito Casimiro Cunha, que se chama "Poesia do Além":

Sombra e Luz
Vem a noite, volta o dia,
Cresce o broto, nasce a flor,

Vai a dor, surge a alegria
Dourando a manhã do Amor.
Assim, depois da amargura

Que a vida terrena traz,

A alma encontra na Altura

A luz, a ventura e a paz.

Para onde vamos quando morremos?

Vamos tentar responder neste artigo a pergunta que todo ser humano faz em algum momento da vida: “Para onde vamos quando morremos?” O primeiro ponto que precisamos aceitar como verdade é que depois da morte nossa individualidade continua existindo, continuamos com nossa mesma personalidade, nossas conceitos, preconceitos, gostos, qualidades, defeitos, conhecimentos e inteligência. A morte é apenas a separação do seu corpo orgânico da sua personalidade unica que iremos chamar de Espírito.

Seu corpo composto de matéria orgânica e minerais é decomposto e retorna para o solo. Já o seu espírito se transporta para outra forma de existência em uma dimensão física invisível aos nossos olhos, sentidos e instrumentos. Neste novo ambiente seu espírito fará uso de corpo feito de fluido semimaterial chamado de periespírito. Da mesma forma que o seu corpo físico dava forma e permitir sua interação com o ambiente terreno o periespírito dará forma ao seu espírito e permitirá sua interação com a nova dimensão de existência que você se encontrará. Mas onde fica este local?

Na Terra existem diversas camadas de existência como se fossem níveis que podemos chamar de planos ou esferas. Seria como as 5 camadas atmosféricas que estudamos na escola, só que no caso das camadas espirituais são 7 níveis. Quando morremos nosso espírito vai para o nível mais compatível com nosso grau de evolução. Se na Terra temos o convívio conflituoso de espíritos de todos os graus de perfeições ou de imperfeições, do lado espiritual existe uma natural separação dos espíritos com base no seu nível de perfeição. Se isto não bastasse, ainda existe a possibilidade das pessoas (espíritos) se agruparem com base nos seus gostos, desejos, afinidades, da mesma forma que ocorre na Terra. O agrupamento destas pessoas acabam formando comunidades, povoados, vilas, pequenas e grandes cidades espalhadas pelo espaço de cada uma das sete camadas ou sete esferas habitadas por espíritos sobre a Terra.

Desta forma, depois da morte, sempre iremos viver em ambientes repletos de pessoas parecidas conosco, que possuem qualidades parecidas e defeitos parecidos com os nossos. É justamente este fato que torna determinados locais do plano espiritual melhores ou piores dependendo do ponto de vista de quem julga.

Vamos a um exemplo?

EXEMPLO 1 – Uma pessoa que passou sua vida na Terra cultivando um grande prazer por festas, badalações regadas com muito fumo, álcool, drogas. Que não se preocupava com o estudo e com o trabalho e tinha uma vida desregrada, desorganizada, descontrolada. Ao morrer esta pessoa continua sendo a mesma. Desta forma é natural que ela procure a companhia de outras pessoas (espíritos) que possuem os mesmos gostos e que moram em regiões do plano espiritual onde todos estes prazeres terrenos continuam sendo cultivados. Agora tente imaginar como seria uma cidade criada, planejada e administrada por milhares ou centenas de milhares de pessoas iguais a esta que descrevi acima. E como seria uma cidade habitada só por suicidas? Veja o que acontece com os suicidas.

EXEMPLO 2 – Agora imagine como seria uma cidade repleta de pessoas que sempre estudaram e trabalharam com o prazer de serem uteis e de fazerem as coisas bem feitas. Pessoas que tiveram uma vida organizada, regrada e que gostam de se divertir de forma saudável. Imagine uma comunidade espiritual criada por pessoas com estas características.

Então podemos afirmar que não existe céu ou inferno. Existem lugares habitados por espíritos que se reúnem naturalmente com base nas suas afinidades e níveis intelectuais e morais. Nestes lugares podem se formar comunidades ou cidades boas ou ruins para se viver depois da morte dependendo do ponto de vista de quem olha. Seria como observar as comunidades criadas no Orkut onde as pessoas se agrupam por afinidades, interesses e gostos. Existem comunidades boas, comunidades ruins, o que você acha ruim pode ser bom para o outro, o que é bom para o outro pode parecer ruim para você.

Agora podemos responder para onde você vai quando morrer. Naturalmente você vai optar por viver em um lugar cheio de pessoas semelhantes a você, que gostam das mesmas coisas e que possuem os mesmos objetivo. A questão é: Estes objetivos são para o bem ou para o mal?. São para sua evolução ou para o seu estacionamento evolutivo? Quem opta por estacionar fica estacionado e se isto gera sofrimento então vive no sofrimento. Quem opta por evoluir e melhorar sempre conta com a ajuda de pessoas mais evoluídas que sentem grande prazer em ensinar e ajudar outras pessoas e crescer espiritualmente. Quem opta por estacionar sempre conta com a companhia de quem pensa em fazer a mesma coisa.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

A Lógica da Reencarnação

Caros amigos espíritas ou estudantes da doutrina, esse vídeo que estamos postando trata de uma série de imagens da natureza com mensagens psicografadas, escritas por grandes autores, médiuns do Espiritismo. O vídeo fala sobre a lógica da reencarnação.
É essencial para aqueles que não compreendem ou não acreditam na reencarnação!

O que acontece com o suicida?

Se você está pensando em se suicidar deve estar procurando saber o que acontece com um suicida logo após a morte, correto? Eu não tenho boas notícias para você. O suicida é sem dúvida nenhuma o ser que mais sofre após a morte.

Primeiro você precisa saber que nada se perde neste universo. Ao morrer seu corpo volta para a Terra e sua mente, sua consciência, seu EU, que chamamos de espírito não desaparece. Ele continua vivo. O que da vida a seu corpo é justamente a existência de um espírito que anima a matéria.

Então tentar se matar achando que você será apagado do universo, apagado para sempre é uma tolice. O seu corpo realmente vai se decompor a vai desaparecer na Terra, mas você continua existindo.

A morte não é um processo automático. É necessário um determinado tempo para que o espírito se desconecte do corpo. É necessário tempo para que o espírito deixe de sentir as impressões do corpo. Quando a pessoa esta doente este desligamento é gradual e segue um processo natural. Por isso que dizemos que a melhor forma de morrer é através da velhice quando ocorre o falecimento gradativo dos órgãos e o desligamento gradativo do espírito.

No caso do suicídio não existe um desligamento do espírito do corpo. Se o suicida da um tiro na cabeça ele sente a dor terrível do tiro e continua sentindo a dor e os efeitos do tiro depois de morto. Uma pessoa que pula de um determinado local para se suicidar continua sentindo as dores do corpo quebrado depois do impacto.

Logo depois do ato suicida vem o momento de loucura. O suicida não é uma pessoa emocionalmente e mentalmente equilibrada. Ao perceber que não existe a morte da sua consciência, e que ele continua vivo, pensando, sentindo, enxergando, bate um desespero e a loucura.

Muitos suicidas têm o desprazer de sentir seus corpos decompondo. Apos um longo e sofrido desprendimento da matéria em decomposição, normalmente o suicida é levado para um local referenciado em muitos livros psicografados como “Vale dos Suicidas”.

Do outro lado as pessoas com personalidade parecida se unem em determinados locais. Aqui na Terra também funciona assim. As pessoas de personalidade parecida costumam se reunir. Na Internet onde não temos limites geográficos temos grupos de pessoas que tem afinidades que se reúnem em grupos virtuais como o Orkut.

Desta forma os suicidas são atraidos para locais repletos de pessoas que também cometaram suicídio pois ali existe uma compatibilidade de pensamentos e sentimentos.

Não é preciso fazer muita força para imaginar como seria um local com centenas de milhares de suicidas com o coração cheio de remorso, vingança, raiva, medo e dor. Não é um lugar bonito, cheiroso e organizado. É um verdadeiro caos, ou o que podemos imaginar como um verdadeiro inferno.

Mas porque o suicida não recebe ajuda?

Da mesma forma que aqui no nosso mundo, lá do outro lado às pessoas só podem ser ajudadas quando realmente desejam serem ajudadas. Você só pode recuperar um drogado se ele deseja sair da droga. Você só pode ajudar uma pessoa afundada pela vingança se ela está verdadeiramente disposta a perdoar. Como curar o fumante a força? Sentimentos negativos como a raiva, remorso, vingança prende o espírito do suicida a uma camada de nível vibracional muito baixo por ser esta camada compatível com seus sentimentos negativos.

Tirar um suicida deste lugar só é possível quando ele por conta própria consegue eliminar todos os sentimentos negativos que o fazem ficar em sintonia com este lugar. Se possui o sentimento de vingança por alguém o espírito precisa perdoar e se livrar deste sentimento.

Se tem autopiedade, ou seja, pena de si mesmo precisa eliminar este sentimento. Se é arrogante, invejoso, se é alimentado por raiva, precisa “queimar” estes sentimentos. E infelizmente isso costuma acontecer diante do sofrimento. Quantas coisas na vida só aprendemos depois que sofremos as conseqüências dos nossos atos? Lá do outro lado é a mesma coisa.

Legiões de bons espíritos estão sempre vasculhando o lodo do Vale dos Suicidas em busca de pessoas que estejam prontas para receber ajuda. Infelizmente o suicida não é uma pessoa que não gosta de pedir ajuda. Se não fosse assim não teria cometido o suicídio, teria procurado ajuda em vida. Ele está tão mergulhado em seus sentimentos negativos e egoismo que não consegue ver e aceitar qualquer ajuda.

Se você tem um amigo ou parente que cometeu o suicídio saiba que é possível ajudar. A ajuda pode ser feita através de orações. Orando para que o suicida se perdoe. Normalmente o suicida se arrepende muito e fica se culpando pelo ocorrido. Então ele precisa primeiro se perdoar pelo erro cometido. Precisa perdoar as pessoas envolvidas. Precisa retirar do coração da raiva que possa ter de alguém, ou qualquer sentimento de vingança. O Suicida precisa ter a humildade para pedir ajuda. Você também pode orar para que espíritos amigos possam ajudar neste resgate. A oração e o pensamento positivo podem ajudar muito.

Para você que deseja conhecer o Vale dos Suicidas não perca este vídeo. É muito parecido com as descrições do vale encontradas em livros espíritas psicografados por quem esteve lá.

ATENÇÃO: Grande parte das pessoas que pensam cometer suicídio possuem uma doença física e podem ser facilmente tratadas. Muitas destas pessoas não sabem que possuem este desejo por sofrerem de depressão, transtornos de humor, transtornos mentais. A falta de um simples medicamento ou o mau uso de alguma substância como cafeína, drogas, bebidas, remédios pode levar ao desejo de cometer o suicídio. Desta forma é fundamental que a pessoa procure ajuda médica. Procure a ajuda de um médico psiquiatra ou faça uma consulta a um médico e inicie um tratamento, sua vida pode mudar para melhor de um dia para o outro.

terça-feira, 15 de junho de 2010

O que é um Espírito?



O seu EU, a sua consciência, a sua inteligência, a sua mente é o que podemos chamar de Espírito. A energia inteligente que anima este monte de matéria orgânica é o seu espírito, é o que você chama de EU, é sua individualidade, aquilo que te faz ser uma pessoa única. Normalmente todas as pessoas conseguem perceber que estão dentro de um corpo mas não são exatamente o corpo onde estão.

Da mesma forma que tudo no universo os espíritos também foram criados. Apesar de serem coisas que tiveram um início sabe-se que eles nunca terão um fim. Desta forma você é um ser único, inteligente, imaterial e acima de tudo eterno.

O mundo dos espíritos é um mundo à parte do mundo em que vivemos. Este mundo espiritual ou este mundo das inteligências incorpóreas do universo é na verdade o mundo principal. O mundo material é um mundo secundário usado apenas para o aperfeiçoamento do espírito.

Mas se o mundo dos espíritos é o principal, para que existe a vida no planeta Terra e em outros planetas habitados neste mundo material onde vivemos?

O Espírito ao habitar um corpo sofre uma enorme quantidade de limitações geradas pelas próprias condições físicas da matéria neste universo material onde vivemos. E vivenciar estas limitações é como uma escola para o espíritos.

Ao nascer em um corpo o espírito tem suas capacidades limitadas pelos sentidos do corpo humano. Ele não consegue se lembrar do seu passado e sobre quem ele é. Isso permite começar novamente, permite reaprender tudo e concertar erros. O espírito encarnado só consegue ver dentro dos limites da visão. Só consegue ouvir dentro dos limites da audição humana, só consegue se locomover limitado por suas pernas ou pelos veículos humanos. Todas as suas virtudes e todos os seus defeitos podem ser testados e desafiados pelos instintos do corpo, pelos sentimentos primitivos do ser humano.

Então podemos dizer que nossa verdadeira identidade é espiritual. Nosso corpo é apenas uma roupa. Nossa vida na Terra é apenas um curso intensivo, um estágio, ou mesmo o cumprimento de uma missão. Estamos aqui sem nossos “super poderes” habitando uma coisa rustica, limitada e cheia de problemas e desafios que é o corpo humano e a sociedade humana.

A verdadeira vida, o verdadeiro mundo não é este aqui onde vivemos. Isso aqui é apenas um instrumento material a serviço da evolução das inteligências individuais do universo: Nós.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Como surgiu o Livro dos Espíritos?

Vídeo de filme produzido no Brasil que mostra como foi o primeiro contato de Allan Kardec com fenômenos de comunicação com espíritos que mais tarde daria origem ao Livro dos Espíritos.
Um trailer muito interessante, pois mostra em forma de vídeo como foram as primeiras experiências que deram luz à criação da primeira edição do "Livro dos Espíritos"



OBS: Para quem não conhece, nós temos o Livro dos Espíritos disponível para download no nosso blog! Basta acessar a categoria de downloads

domingo, 13 de junho de 2010

O que é um Paradigma Espírita?


Muitos se perguntam ao entrar no nosso blog: Afinal o que é um "Paradigma Espírita". Com ajuda do Wikipédia, sintetizamos uma breve explicação para vocês leitores:

Um paradigma representa um conjunto de princípios, de normas, de idéias que formam um modelo, um padrão para determinado segmento da sociedade, em determinada época, tanto na área política, quanto na científica, na filosófica e na religiosa. Quando Allan Kardec, no século 19 sistematizou o Espiritismo, surgiram em suas pesquisas uma série de princípios que, reunidos, estabelecem o paradigma espírita, baseado nas leis da natureza, em seu aspecto extrafísico, o qual representa uma revolução consciencial para a humanidade de todas as épocas.

Para estabelecer o paradigma espírita torna-se necessário alinhar os princípios encontrados nas obras da codificação kardequiana, e que se encontram sintetizados em “O Livro dos Espíritos”:

  1. Deus: Criador de todas as coisas;
  2. Espíritos: seres inteligentes da natureza;
  3. Imortalidade da alma: a alma (espírito, pessoa) jamais deixará de existir;
  4. Dualidade dos corpos da alma: (corpo físico e corpo perispiritual);
  5. Pluralidade das existências corporais: o ser inteligente e imortal passa por uma série de existências;
  6. Pluralidade das dimensões espirituais (pluralidade dos mundos habitados);
  7. Penas e gozos futuros da alma de acordo com o mérito de cada um;
  8. Evolução progressiva moral e intelectual de todos os espíritos, tanto encarnados quanto desencarnados.
  9. Ética Cristã: Conjunto dos valores morais cristãos: caridade, humildade, mansidão, compaixão, perdão, pureza, bondade, verdade, honestidade, resignação, esperança, trabalho perseverante, paciência, tolerância, solidariedade, temperança e domínio próprio. O Reino de Deus em primeiro lugar. Tudo isso incluído na busca da santificação progressiva, da verdadeira evolução.
  10. Lei de Causa e Efeito: Tudo que o homem semear (de bem ou de mal) ele colherá.
  11. Comunicabilidade dos espíritos via mediunidade.
  12. Livre Arbítrio: Somos arquitetos de nosso destino.

Mediante os conceitos supracitados entramos no conhecimento do paradigma espírita, o qual representa uma revolução nos padrões espirituais do ocidente. Ele dilata a compreensão da vida e da morte, amplia a fraternidade e a solidariedade entre todos e representa uma realidade mais ampla desconhecida pela maioria das pessoas. Este paradigma, que é a soma dos conceitos básicos do Espiritismo, faz parte das leis da natureza, as quais são leis de Deus.

sábado, 12 de junho de 2010

Livros básicos da Doutrina Espírita

Através de pesquisas, achamos links para download dos livros básicos que um espírita precisa conhecer para aprender mais sobre o Kardecismo. Aqui estão:

OBS: Para fazer download dos livros, basta clicar na palavra "Download" embaixo de cada descrição! Em seguida só seguir os procedimentos básicos de download!

O Livro dos Espíritos
Descrição: Esta obra traz os fundamentos do Espiritismo e expõe, através de respostas dadas por espíritos superiores, a síntese de uma nova filosofia espiritualista. Em sua primeira edição, estava dividida em 3 partes, contendo 501 perguntas. Em sua segunda edição, de 1860, já aparecia dividida em 4 partes, contendo as atuais 1018 questões.

Download

O Livro dos Médiuns
Descrição: Trata da mediunidade, em seus aspectos teórico e experimental. Considerado o livro científico da doutrina espírita.

Download

O Evangelho Segundo o Espiritismo
Descrição: Trata da parte ético-moral da doutrina espírita, trazendo uma nova interpretação do Evangelho Bíblico de Jesus de Nazaré, analisado à luz do Espiritismo. Em sua primeira edição, chamava-se "Imitação do Evangelho Segundo o Espiritismo", adquirindo o nome definitivo a partir da segunda edição de 1865.

Download

O Céu e o Inferno
Descrição: "As penas e gozos segundo o Espiritismo". É um detalhamento da quarta parte de "O Livro dos Espíritos". Traz o aprofundamento de alguns conceitos cristãos, segundo a ótica espírita: A vida após a morte, o Céu, o Inferno, o Purgatório e a Justiça Divina.

Download

A Gênese
Descrição: Tendo sua primeira edição em 1868, pertencente as cinco obras básicas da Doutrina Espírita, considerado um marco hitórico no campo científico, apresenta um esboço geológico da terra, teoria da condesação, da incrustração, o dilúvio bíblico, a gênese orgânica, a gênese espiritual, a gênese mosaica, a natureza e as propriedades dos fluídos.

Download



Obras Póstumas
Descrição: Publicada após o desencarne do mestre lionês, esta obra traz uma coletânea de textos inéditos que tratam de diversos assuntos como música, prece, história do Espiritismo e outros.

Download


OBS: Para fazer download dos livros, basta clicar na palavra "Download" embaixo de cada descrição! Em seguida só seguir os procedimentos básicos de download!

O que é a Doutrina Espírita?

A Doutrina Espírita, espiritismo ou kardecismo, segundo a definição de seu codificador, o pedagogo francês Hippolyte Léon Denizard Rivail - que adotou o pseudônimo Allan Kardec - é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal. O termo mais apropriado para designar esta Doutrina é a denominação Espiritismo, conforme orientação expressa no primeiro livro da codificação da Doutrina, O Livro dos Espíritos. Já o termo "kardecismo" foi introduzido por parte dos seus seguidores como forma de distinguí-la de outras crenças e religiões existentes, principalmente no Brasil, sendo, entretanto, sob a luz do próprio Espiritismo um termo equivocado, já que poderia induzir ao entendimento de que o papel de Allan Kardec extrapola os limites da codificação e sistematização didática dos ensinamentos da Doutrina ou que existam várias correntes de pensamento dentro do Espiritismo.
O Espiritismo se caracteriza pelo ideal de compreensão da realidade mediante a integração entre as três formas clássicas de conhecimento, que seriam a ciência, a filosofia e a moral. Segundo Kardec, cada uma delas, tomada isoladamente, tende a conduzir a excessos de ceticismo, negação ou fanatismo. A doutrina espírita se propõe, assim, a estabelecer um diálogo entre as três, visando à obtenção de uma forma original que, a um só tempo fosse mais abrangente e mais profunda, para desta forma melhor compreender a realidade. Kardec sintetiza o conceito com a celebre frase: “Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão em todas as épocas da humanidade”.
A doutrina espírita adota a Moral cristã, apesar de suas concepções teológicas diferenciadas. Para os espíritas, nome dado aos seguidores do Espiritismo, Jesus Cristo se trata do espírito mais elevado a já ter encarnado na Terra, bem como o modelo de conduta para o auto-aperfeiçoamento humano, tendo provado, pela prática da caridade absoluta e pela sua própria encarnação, que o homem pode suportar as provas necessárias para a sua elevação espiritual.


Texto elaborado por Nonato Silva e Nícolas Queiros
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...