quarta-feira, 23 de junho de 2010

O que é o Passe?

Saía Jesus da cidade de Jericó, acompanhado de seus discípulos e de grande multidão, quando um cego, De nome Bartimeu, começou a clamar, em altas vozes: - Jesus, filho de Davi, tem compaixão de mim! Algumas pessoas ordenaram-lhe que se calasse, mas o cego, empolgado pelo desejo de ser beneficiado pelo generoso Rabi, insistia:- - Jesus, filho de Davi, tem compaixão de mim! Ouvindo-o, o mestre nazareno recomendou aos discípulos que o trouxessem a sua presença. - Que queres que eu faça? – perguntou-lhe. - Senhor, que eu veja. Compadecendo-se, Jesus estendeu-lhe as mãos, tocando em seus olhos, dizendo: -Vai em paz. A tua fé te salvou. No mesmo instante o cego voltou a enxergar e, jubiloso, integrou-se no grupo que acompanhava o Messias.

Transfusão de energias


Jesus curou o cego de Jericó aplicando-lhe o passe magnético, terapia que desenvolveu largamente durante seu apostolado, no que foi imitado pelos discípulos que ,em seu nome, aliviavam males do corpo e da alma. O espiritismo revive o mesmo tratamento, em toda sua simplicidade, sem magia, sem mistério, sem ritualismo. O companheiro que se coloca diante do paciente, impondo-lhe as mãos sobre a cabeça, é apenas alguém de boa vontade que concentra seus melhores sentimentos no propósito de favorecê-lo com uma transfusão de energias magnéticas, de dois tipos: o magnetismo humano, do próprio passista. O magnetismo espiritual, de benfeitores desencarnados que controlam todo o processo. A aplicação do passe no Centro Espírita é mera especialização de um Dom próprio do ser humano. Todos podemos doar magnetismo curador. Muitos o fazem, inconscientemente. Há múltiplos exemplos: a mãe que acalenta o filho inquieto ao seio; o médico à cabeceira do doente, preocupado com sua recuperação; o religioso que ora opor alguém; a benzedeira que atende a criança....

As duas condições básicas

A eficiência do passe está associada a dois fatores: O primeiro é a capacidade do passista; como Jesus foi o modelo perfeito , fácil concluir que o melhor será aquele que mais se aproxime de sua orientação, desenvolvendo valores de serenidade, equilíbrio, dedicação, sobretudo, amor pelo semelhante. Embora os companheiros vinculados à tarefa estejam longe desse padrão, a Espiritualidade suprirá suas limitações, desde que não se acomodem ás próprias fraquezas, cultivando empenho de renovação e desejo de servir. O segundo fator, tão importante quanto a capacidade do passista, é a receptividade do paciente. Imaginemos uma transfusão sanguinea .O doador faz sua parte mas, no momento de injetar o sangue nas veias do doente, este retira a agulha nele introduzida , inviabilizando a transferência. O mesmo podemos dizer da transfusão de energia magnética , que para completar-se exige empenho do beneficitário no sentido de sintonizar com aquele que o beneficia. Aqui entra a fé. - A tua fé te salvou- proclama Jesus, dirigindo-se a Bartimeu . Não se trata de um prêmio à crença irrestrita, mas uma dramática demonstração de que é preciso confiar plenamente nos recursos mobilizados em nosso favor a fim de que possamos assimilá-los integralmente. O complemento indispensável.

Outro ponto importante a considerar:

O passe é sempre uma terapia de superfície. Pode amenizar os efeitos – doenças e perturbações- mas não atinge as causas profundas, que se exprimem em nossa maneira de pensar, nas falhas de comportamento , nos vícios alimentados. Por isso , se nos limitarmos a recebê-lo, sem analisar mais profundamente as origens de nossos males, eles logo recrudescerão. Saúde e equilíbrio não se sustentam em concessões gratuitas da Divindade. São conquistas que todos devemos realizar com o esforço da renovação, tendo por roteiro o Evangelho. Nele há tônicos infalíveis que operam prodígios de bem-estar quando deles fazemos uso. Todos os conhecemos sobejamente: a compreensão, a tolerância, o perdão, a caridade, o amor, a misericórdia, a bondade... Oportuno lembrar que frequentemente Jesus dispensava os beneficiários de suas curas, recomendando: “Vai e não peques mais para que não te suceda pior”.
Importante considerar;

Há a questão do merecimento. Compromissos cármicos, decorrentes de nossos desatinos do passado ,geralmente não podem ser removidos. Nenhum passista, por mais eficiente; nenhuma fé, por mais ardorosa, fará brotar uma perna em alguém que nasceu sem ela. Há determinados problemas físicos e psíquicos tão irremediáveis como a falta de um membro . Mesmo assim , se cumprirmos as disciplinas do passe- fé e empenho de renovacão –, ele nos beneficiará muito, revitalizando nossas forças e minimizando nossos males, para que enfrentemos o resgate do pretérito sem tormentos e sem atropelos, com o coração em paz. Será algo semelhante a colocar a abençoada almofada sobre os ombros a fim de que se faça mais leve a cruz de nossa redenção.

(Texto de Richard Simonetti)

2 comentários:

  1. aah ahh auahau huah uah

    "E eis o passe??!" kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    A fé do homem cego o salvou!! Foi a fé dele no filho de Deus que o salvou! Abram o olho meu povo!s

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