quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Pergunta: Espíritos Podem Mover Objetos?

Estamos inaugurando uma seção do nosso blog destinada a "Perguntas e Respostas". Diferente da parte de Explicações, na qual pegamos um tema próprio do Espiritismo de nossa escolha e explicamos ele para o público, nesta seção as perguntas vêm de leitores do blog com "dúvidas" e nos esforçamos ao máximo para respondê-las.

Nosso irmão Flávio Cella, nos enviou por email um relato pessoal com a seguinte pergunta:
"Espíritos podem mover, esconder, objetos?"

Para responder essa pergunta devemos rever os conceitos do "fluido universal":

O fluído universal não é uma emanação da Divindade. É uma criação, pois tudo foi criado, exceto Deus.

O fluído universal é o próprio elemento universal, é o princípio elementar de todas as coisas. É o elemento do fluído elétrico, cujos efeitos conhecemos.

Para encontrar o fluído universal na sua simplicidade absoluta seria preciso remontar aos Espíritos puros. No nosso mundo ele está sempre mais ou menos modificado, para formar a matéria compacta que nos rodeia. Podemos chamá-lo de fluído magnético animal.

O fluído universal não é a fonte da vida nem é a fonte da inteligência; esse fluído só anima a matéria.

De certa maneira, sendo esse fluído que forma o perispírito, parece encontrar-se nele uma espécie de condensação que o aproxima da matéria propriamente dita, porque ele não possui todas as propriedades da matéria e a sua condensação é maior ou menor, segundo a natureza dos mundos.

Um Espírito pode mover um corpo sólido, combinando uma porção do fluído universal com o fluído que se desprende do médium apropriado a esses efeitos .


Para se ter uma idéia aproximada de como os Espíritos erguem uma mesa, podemos dizer o seguinte: Quando uma mesa se move é porque o Espírito evocado tirou do fluído universal que anima essa mesa de uma vida artificial. Assim preparada, o Espírito a trai e a movimenta, sob a influência do seu próprio fluído, emitido pela sua vontade. Quando a massa que deseja mover é muito pesada para ele, pede a ajuda de outros Espíritos da sua mesma condição. Por sua natureza etérea, o Espírito propriamente dito não pode agir sobre a matéria grosseira sem intermediário, ou seja, sem o liame que o liga à matéria. Esse liame, que chamamos perispírito, é o que oferece a chave de todos os fenômenos espíritas materiais.

Os Espíritos que são chamados para ajudar um outro a provocar este tipo de efeito quase sempre são seus iguais e acodem espontaneamente.

Os Espíritos que produzem esses efeitos são sempre inferiores, ainda não suficientemente livres das influências materiais.

Os Espíritos superiores possuem a força moral, e poderiam se o quisessem provocar estes efeitos, contudo quando necessitam, se servem dos Espíritos inferiores como nós de carregadores para determinadas tarefas.


A densidade do perispírito, se assim se pode dizer, varia de acordo com a natureza dos mundos. Parece variar também no mesmo mundo, segundo os indivíduos. Nos Espíritos moralmente adiantados ele é mais sutil e se aproxima do perispírito da entidades elevadas; nos Espíritos inferiores aproxima-se da matéria e é isso que determina a persistência das ilusões da vida terrena nas entidades de baixa categoria, que pensam e agem como se ainda estivessem na vida física, tendo os mesmos desejos e quase poderíamos dizer a mesma sensualidade. Essa densidade maior do perispírito, estabelecendo maior afinidade com a matéria, torna os Espíritos inferiores mais aptos para as manifestações físicas. É por essa mesma razão que o homem refinado, habituado aos trabalhos intelectuais, de corpo frágil e delicado, não pode erguer pesados fardos como um carregador. A matéria de seu corpo é de alguma maneira menos compacta, os órgãos são menos intenso. O perispírito é para o Espírito o que o corpo é para o homem. Sua densidade está na razão da inferioridade do Espírito. Essa densidade, portanto, substituí nele a força muscular, dando-lhe maior poder sobre os fluídos necessários às manifestações do que o possuem os de natureza mais etérea.. Se um Espírito elevado quer produzir esses efeitos, faz o que fazem entre nós os homens refinados: incumbe disso um Espírito carregador.

O principio vital provêm do fluído universal. O Espírito tira desse fluído o envoltório semimaterial do seu perispírito, e é por meio desse fluído que ele age sobre a matéria inerte, ou melhor, ele anima a matéria de uma vida factícia, artificial: a matéria se impregna de vida animal. A mesa que se move sob as nossas mãos vive como animal e obedece por si mesma ao ser inteligente. Não é o Espírito que a empurra como se fosse um fardo. Quando ela se eleva, não é o Espírito que a ergue com os braços: é a mesa animada que obedece à impulsão dada pelo Espírito.

Essa resposta nos encontramos no site "A Era do Espírito". Se quiser entender mais sobre o assunto veja a matéria na íntegra no site clicando aqui

2 comentários:

  1. Poderia simplesmente responder com um SIM ou NÃO e logo explicar. Leitura cansativa essa!!! E olha que sou fissurado por esses assuntos!

    ResponderExcluir

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...