sexta-feira, 25 de março de 2011

"Avisos da Criação"

Retrato de Emmanuel
"A Presença Divina constitui verdade perene.
Até o silêncio da pedra fala em Deus.
O Universo repousa na disciplina.
Em a Natureza, tudo pede compreensão e respeito.
Há sabedoria em todas as coisas.
Embora sem tato, a trepadeira sabe encontrar apoio; não
obstante sem visão, o girassol descobre sempre o astro rei.
As nuvens mais sombrias refletem a luz solar.
A fé construtiva não teme a adversidade.
A obediência não dispensa a firmeza.
A palavra feliz constrói invariavelmente.
Valor e humildade são expressões de inteligência sublime.
Para revelar-se, o bem não exige trombeta.
No campo da evolução, a paz é conquista inevitável da criatura."

Autor: Emmanuel
Psicografia: Chico Xavier
Da obra: O Espírito da Verdade

sábado, 19 de março de 2011

Como o Espiritismo explica as catástrofes?

Um dos argumentos mais usados por descrentes da doutrina espírita e cristã para "desmoralizar" o amor fraterno e infinito de Deus é citar ele como culpado das catástrofes naturais ou acidentais. Então, como o Espiritismo consegue explicar esses acontecimentos (como o do Haiti, o do Japão, da Região Serrana do RJ...)?


No Livro dos Espíritos (que está disponível para download no nosso blog na seção "Downloads"), Kardec indaga sobre as mesmas questões com os espíritos que o ajudaram a codificar a Doutrina.

737. Com que fim fere Deus a Humanidade por meio de flagelos destruidores?

“Para fazê-la progredir mais depressa. Já não dissemos ser a destruição uma necessidade para a regeneração moral dos Espíritos, que, em cada nova existência, sobem um degrau na escala do aperfeiçoamento? Preciso é que se veja o objetivo, para que os resultados possam ser apreciados. Somente do vosso ponto de vista pessoal os apreciais; daí vem que os qualificais de flagelos, por efeito do prejuízo que vos causam. Essas subversões, porém, são frequentemente necessárias para que mais pronto se dê o advento de uma melhor ordem de coisas e para que se realize em alguns anos o que teria exigido muitos séculos.”

740. Não serão os flagelos, igualmente, provas morais para o homem, por porem-no a braços com as mais aflitivas necessidades?

“Os flagelos são provas que dão ao homem ocasião de exercitar a sua inteligência, de demonstrar sua paciência e resignação ante a vontade de Deus e que lhe oferecem ensejo de manifestar seus sentimentos de abnegação, de desinteresse e de amor ao próximo, se o não domina o egoísmo.”

No blog "Guardas Municipais de Recife" achei um texto que se refere à catástrofe ocorrida no Haiti em Janeiro de 2010, mas que pode ser lido por quem procura respostas para o incidente no Japão pois possui o mesmo significado.

Para todos os fenômenos da vida humana, há sempre uma razão de ser. No dicionário Espírita, não deve constar a palavra “acaso”, ainda que as situações se nos afigurem insuportáveis. A tragédia do Haiti nos expõe, de maneira evidente, um episódio de resgate coletivo. Qual o significado dos milhares de seres que foram esmagados pelo terremoto? Catástrofe, cujas dimensões deixaram o mundo inteiro consternado? Para as tragédias coletivas, a Doutrina Espírita tem as explicações prováveis, considerando que, nos Estatutos de Deus, não há espaço para injustiça.

Segundo os Espíritos, “se há males nesta vida cuja causa primária é o homem, outros há, também, aos quais, pelo menos na aparência, ele é completamente estranho e que parecem atingi-lo como por fatalidade. Tal, por exemplo, os flagelos naturais.” (1) Pela reencarnação e pela destinação da Terra - como mundo expiatório - são compreensíveis as anomalias que o planeta apresenta quanto à distribuição da ventura e da desventura neste planeta. Aliás, anomalia só existe na aparência, quando considerada, tão-só, do ponto de vista da vida presente. “Aquele, pois, que muito sofre deve reconhecer que muito tinha a expiar e deve regozijar-se à ideia da sua próxima cura. Dele depende, pela resignação, tornar proveitoso o seu sofrimento e não lhe estragar o fruto com as suas impaciências, visto que, do contrário, terá de recomeçar.” (2)

Em verdade, "as grandes provas são quase sempre um indício de um fim de sofrimento e de aperfeiçoamento do Espírito, desde que sejam aceitas por amor a Deus”. (3)


É bem verdade que as catástrofes naturais ou acidentais, como a do Haiti – ou a do Japão*, vitimaram milhares de pessoas. Nesses episódios, as imagens midiáticas, virtuais ou impressas, mostram-nos, com colorido forte, o drama inenarrável de inúmeras pessoas, enquanto a população recolhe o que sobrou e chora seus mortos.

Os flagelos destruidores ocorrem com o fim de fazer o homem avançar mais depressa. A destruição é necessária para a regeneração moral dos Espíritos, que adquirem, em cada nova existência, um novo grau de perfeição. "Esses transtornos são, frequentemente, necessários para fazerem com que as coisas cheguem, mais prontamente, a uma ordem melhor, realizando-se em alguns anos o que necessitaria de muitos séculos.” (4) Dessa maneira, esses flagelos destruidores têm utilidade do ponto de vista físico, malgrado os males que ocasionam, "pois eles modificam, algumas vezes, o estado de uma região; mas o bem, que deles resulta, só é, geralmente, sentido pelas gerações futuras.” (5)

Antes de reencarnarmos, sob o peso de débitos coletivos, muitas vezes, somos informados, no além-túmulo, dos riscos a que estamos sujeitos, das formas pelas quais podemos quitar a dívida, porém, o fato, por si só, não é determinístico, até, porque, depende de circunstâncias várias em nossas vidas a sua consumação, uma vez que a Lei de causa e efeito admite flexibilidade, quando o amor rege a vida e "o amor cobre uma multidão de pecados.” (6)

Aquele que se compraz na caminhada pelos atalhos do mal, a própria lei se incumbirá de trazê-lo de retorno às vias do bem. O passado, muitas vezes, determina o presente que, por sua vez, determina o futuro. "Quem com ferro fere, com ferro será ferido" - disse o Mestre. Porém, cabe a ressalva de que nem todo sofrimento é expiação. No item 9, Cap. V, de O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec assinala: "Não se deve crer, entretanto, que todo sofrimento porque se passa neste mundo seja, necessariamente, o indício de uma determinada falta: trata-se, frequentemente, de simples provas escolhidas pelo Espírito para sua purificação, para acelerar o seu adiantamento." (7)

Texto por Jorge Hessen
Site: http://jorgehessen.net
Blog: http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com

FONTES:
(1) Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, RJ: Ed. FEB, 1989, Cap. V
(2) idem Cap. V
(3) Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, RJ: Ed. FEB, 1989, Cap. IX
(4) Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, RJ: Ed. FEB, 1988. Perg. 737
(5) Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, RJ: Ed. FEB, 1988. Perg. 739
(6) Cf. Primeira Epístola de Pedro Cap. 4:8
(7) Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1989, Cap. V

quinta-feira, 10 de março de 2011

Léon Denis

Léon Denis (Foug, 1 de janeiro de 1846 - Tours, 12 de Março de 1927) foi um filósofo espírita e um dos principais continuadores do espiritismo após a morte de Allan Kardec, ao lado de Gabriel Delanne e Camille Flammarion. Fez conferências por toda a Europa em congressos internacionais espíritas e espiritualistas, defendendo ativamente a idéia da sobrevivência da alma e suas conseqüências no campo da ética nas relações humanas.

Autodidata, tendo mostrado inclinações literárias e filosóficas, aos 18 anos travou contato com O Livro dos Espíritos e tornou-se adepto da Doutrina Espírita. Desempenhou importante papel na sua divulgação, enfrentando as críticas do positivismo materialista, do ateísmo e a reação do Catolicismo. Foi ainda membro atuante da Maçonaria.
Em 1899 participou do II Congresso Espírita Internacional. Participou ainda do Congresso Espírita de Bruxelas (Bélgica).
A partir de 1910 a sua visão começou a diminuir, mas isso não impediu que prosseguisse no trabalho de defesa da existência e sobrevivência da alma. Logo depois da Primeira Guerra Mundial, aprendeu a linguagem Braille.
Em 1925 foi aclamado presidente do Congresso Espírita Internacional (Paris), no qual foi formada a Federação Espírita Internacional.
A sua grande produção na literatura espírita, bem como o seu caráter afável e abnegado, valeram-lhe a alcunha de Apóstolo do Espiritismo.
Ao longo de sua vida manteve estreita ligação com a Federação Espírita Brasileira, tendo sido aprovada por unaninimidade a sua indicação para sócio distinto e Presidente honorário da instituição (1901)

Léon Denis afirmou que "a verdade assemelha-se às gotas de chuva que tremem na extremidade de um ramo; enquanto ali estão suspensas, brilham como diamantes puros no esplendor do dia; quando tocam o chão, misturam-se com todas as impurezas. Tudo o que nos chega do Alto corrompe-se ao contato com a terra; até o íntimo do santuário o homem levou suas paixões; as suas concupiscências, as suas misérias morais. Assim em cada religião o erro, fruto da terra, mistura-se à verdade que é o bem dos céus".

Achamos na internet algumas obras que foram disponibilizadas gratuitamente para o uso pessoal. Confira algumas (para fazer o download, basta clicar no nome do livro):

- Catecismo Espírita
Léon Denis com o livro "Catecismo Espírita" busca através de perguntas e respostas dar uma visão do que seja o Espiritismo em sua essência e sua objetividade, para melhor compreensão da Doutrina Espírita.

O livro tem temas esclarecedores para quem não conhece ainda o Espiritismo, pois e o esboço da Doutrina dos Espíritos e seus Postulados que foram Codificados por Allan Kardec.

- Cristianismo e Espiritismo
    - Textos Introdutórios
Nesta obra, Léon Denis demonstra a perfeita identidade da Doutrina Espírita com os preceitos do Cristianismo puro, pregado nos Evangelhos. Narra de forma compacta a expansão do Cristianismo e os desvios deste nos caminhos do dogmatismo, das conveniências sacerdotais e dos interesses sectários.

Ao longo da obra, Denis nos demonstra que as escrituras sagradas confirmam amplamente os conceitos espíritas, como a mediunidade e a reencarnação.

Por fim, o autor mostra por que o Espiritismo se apresenta como a Terceira Revelação, ou o Consolador prometido por Jesus. E com ele temos a possibilidade de destruir as religiões sectárias e fazer florescer uma única e verdadeira religião cristã, fraterna e solidária, entre todas as criaturas, todos os povos, todas as nações.

- Depois da Morte
  - Textos Introdutórios
Nesta grande obra, Léon Denis, o grande estudioso francês e contemporâneo de Allan Kardec, realmente fala ao coração da criatura humana, conduzindo-a a meditar séria e proveitosamente sobre tão profunda indagação.
Esmiuçando temas filosóficos e analisando antigas religiões, o autor focaliza o surgimento do Espiritismo como uma crença nova apoiada em fatos, capaz de revelar ao pensamento humano o que se passa no além-túmulo.
Em sua conclusão, assevera-nos Denis que o Espiritismo esclarece o passado, ilumina as antigas Doutrinas Espiritualistas e liga sistemas aparentemente contraditórios.

- Os Espíritos e Médiuns
  - Textos Introdutórios
O Livro Espíritos e Médiuns é um excelente resumo dos estudos que Léon Denis fez sobre a mediunidade, sendo o seu uso indicado principalmente para os iniciantes da Doutrina que queiram dedicar-se às atividades mediúnicas.

A obra nos auxilia a compreender melhor o que se passa nos momentos da prática mediúnica, com orientações sobre os procedimentos que devem ser observados pelos médiuns e diretores de grupos e centros espíritas no exercício da mediunidade.

Se você quiser mais livros, pode encontrar na página "Autores Espíritas Clássicos".
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