quinta-feira, 17 de junho de 2010

Para onde vamos quando morremos?

Vamos tentar responder neste artigo a pergunta que todo ser humano faz em algum momento da vida: “Para onde vamos quando morremos?” O primeiro ponto que precisamos aceitar como verdade é que depois da morte nossa individualidade continua existindo, continuamos com nossa mesma personalidade, nossas conceitos, preconceitos, gostos, qualidades, defeitos, conhecimentos e inteligência. A morte é apenas a separação do seu corpo orgânico da sua personalidade unica que iremos chamar de Espírito.

Seu corpo composto de matéria orgânica e minerais é decomposto e retorna para o solo. Já o seu espírito se transporta para outra forma de existência em uma dimensão física invisível aos nossos olhos, sentidos e instrumentos. Neste novo ambiente seu espírito fará uso de corpo feito de fluido semimaterial chamado de periespírito. Da mesma forma que o seu corpo físico dava forma e permitir sua interação com o ambiente terreno o periespírito dará forma ao seu espírito e permitirá sua interação com a nova dimensão de existência que você se encontrará. Mas onde fica este local?

Na Terra existem diversas camadas de existência como se fossem níveis que podemos chamar de planos ou esferas. Seria como as 5 camadas atmosféricas que estudamos na escola, só que no caso das camadas espirituais são 7 níveis. Quando morremos nosso espírito vai para o nível mais compatível com nosso grau de evolução. Se na Terra temos o convívio conflituoso de espíritos de todos os graus de perfeições ou de imperfeições, do lado espiritual existe uma natural separação dos espíritos com base no seu nível de perfeição. Se isto não bastasse, ainda existe a possibilidade das pessoas (espíritos) se agruparem com base nos seus gostos, desejos, afinidades, da mesma forma que ocorre na Terra. O agrupamento destas pessoas acabam formando comunidades, povoados, vilas, pequenas e grandes cidades espalhadas pelo espaço de cada uma das sete camadas ou sete esferas habitadas por espíritos sobre a Terra.

Desta forma, depois da morte, sempre iremos viver em ambientes repletos de pessoas parecidas conosco, que possuem qualidades parecidas e defeitos parecidos com os nossos. É justamente este fato que torna determinados locais do plano espiritual melhores ou piores dependendo do ponto de vista de quem julga.

Vamos a um exemplo?

EXEMPLO 1 – Uma pessoa que passou sua vida na Terra cultivando um grande prazer por festas, badalações regadas com muito fumo, álcool, drogas. Que não se preocupava com o estudo e com o trabalho e tinha uma vida desregrada, desorganizada, descontrolada. Ao morrer esta pessoa continua sendo a mesma. Desta forma é natural que ela procure a companhia de outras pessoas (espíritos) que possuem os mesmos gostos e que moram em regiões do plano espiritual onde todos estes prazeres terrenos continuam sendo cultivados. Agora tente imaginar como seria uma cidade criada, planejada e administrada por milhares ou centenas de milhares de pessoas iguais a esta que descrevi acima. E como seria uma cidade habitada só por suicidas? Veja o que acontece com os suicidas.

EXEMPLO 2 – Agora imagine como seria uma cidade repleta de pessoas que sempre estudaram e trabalharam com o prazer de serem uteis e de fazerem as coisas bem feitas. Pessoas que tiveram uma vida organizada, regrada e que gostam de se divertir de forma saudável. Imagine uma comunidade espiritual criada por pessoas com estas características.

Então podemos afirmar que não existe céu ou inferno. Existem lugares habitados por espíritos que se reúnem naturalmente com base nas suas afinidades e níveis intelectuais e morais. Nestes lugares podem se formar comunidades ou cidades boas ou ruins para se viver depois da morte dependendo do ponto de vista de quem olha. Seria como observar as comunidades criadas no Orkut onde as pessoas se agrupam por afinidades, interesses e gostos. Existem comunidades boas, comunidades ruins, o que você acha ruim pode ser bom para o outro, o que é bom para o outro pode parecer ruim para você.

Agora podemos responder para onde você vai quando morrer. Naturalmente você vai optar por viver em um lugar cheio de pessoas semelhantes a você, que gostam das mesmas coisas e que possuem os mesmos objetivo. A questão é: Estes objetivos são para o bem ou para o mal?. São para sua evolução ou para o seu estacionamento evolutivo? Quem opta por estacionar fica estacionado e se isto gera sofrimento então vive no sofrimento. Quem opta por evoluir e melhorar sempre conta com a ajuda de pessoas mais evoluídas que sentem grande prazer em ensinar e ajudar outras pessoas e crescer espiritualmente. Quem opta por estacionar sempre conta com a companhia de quem pensa em fazer a mesma coisa.

9 comentários:

  1. Me parece bem lógico e racional...Por que não?

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  2. mas nada disso tem base biblica...

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  3. Que diferença faz a bíblia, só um livro bacana de se ler... O texto não possui nenhum embasamento (espírito não conta como fonte confiável), é só palpite... Quem diz que é lógico e racional, não sabe o que isso significa. O espiritismo é uma religião que prega o crescimento pelo sofrimento... Essa história de vida após a morte é só uma manifestação da dificuldade que o ser humano tem em compreender que existe um fim na sua jornada. Daí, a pessoa passa a vida inteira conformada com seu sofrimento, na esperança de que vai ser recompensada com o céu, plano superior, colônias com líderes de mil anos, etc, e quando morre, só morre, sem aproveitar a vida que recebeu de Deus.

    E a gente também pode enxergar Deus nesse processo, é só tirar um pouco nossa visão antropocêntrica do foco e perceber que somos todos partes integrantes disso tudo e que quando morremos simplesmente voltamos (sem consciência) pra base da pirâmide...

    Morreu = consciência acabou, vai virar adubo... Bem melhor q ficar vagando por aí, e ainda por cima pra sempre... Tem noção do que "eternamente" significa? Seria muito chato!!

    Imagina que exista Jesus, que a doutrina espírita diz que é um espírito quase perfeito, nem reencarnar pra aproveitar um pouquinho da terra ele pode, já que (tb segundo a doutrina) não "cabe num corpo". Ele ficaria lá, na perfeição dele, trabalhando pelos "desígnios do senhor" até quando? 2, 50, 1000, 10000000 mil anos? Coitado...

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  4. deve ser chato pra caramba, o qie move a humanidade é justamente a diferença entre individuos (dai a palavra individuo = é individual, unico), a capacidade de convivio e mesmo as diferenças. Se for viver em algum lugar onde todos pensam da mesma forma, não há evolução._

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  5. Eu tenho uma curiosidade...

    Quando a gente morre, já que dependendo das afinidades a gente vai pra um lugar "parecido conosco". A gente volta a ver parentes nossos que também já morreram?

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  6. Uowwww! Imagina um lugar com o Ozzy, tocando AC/DC e o Bob Marley dando um tapa com você. Seria ÉPICO! Tomara que seja assim mesmo :DD

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  7. Nonato e Nicolas, parabéns pelo blog de vocês! Continuem com o trabalho, pois mesmo se para cada 100 opositores houver 1 pessoa que seja ajudada aqui, vai estar valendo a pena. Beijos!

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  8. Faltou ao autor classificar e especificar as funções das 7 camadas da Terra a que se referiu

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  9. Boa Noite!!!

    Gostei muito desta definição, mesmo porque quero manter a crença nessa máxima da continuidade da vida e desta forma descrita é bem como eu gostaria de vivenciar, porém tenho uma pergunta?
    Como descreveu podemos entender que a naturalidade dos agrupamentos é diretamente ligada ao tipo de vida terrena de cada um, portanto imagine alguém que morre de cancer no cerebro, definha, perde a consciência, como seria este despertar no plano espiritual, igual a de todos, conforme o texto? Agradeço um esclarecimento, parabéns pela postagem!!!

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