Recebemos no dia 15 de Fevereiro um email do nosso amigo, Carlos Eduardo perguntando qual a idade mínima para ser "espírita".
Devemos antes de mais nada, procurar saber o que é ser espírita. Ser espírita é, antes de tudo, praticar o bem e a moral que a Doutrina Espírita ensina e isto se pode dar, tanto com um que nunca assistiu a uma experiência, ou que absolutamente não se interessa pelas experiências, como com outro que tenha paixão pelos fenômenos, desde o mais vulgar, o da mesa, até o mais interessante, o da escrita mecânica; desde o mais maravilhoso, o da incorporação mediúnica, até ao mais incrível, o da reconstituição temporária do corpo físico do Espírito desencarnado.
Qualquer um, independente da idade pode ser espírita, contanto que pratique o bem e a moral que a Doutrina ensina. Diferente de certas religiões, o Espiritismo não prega qualquer diferenciação por faixa etária.
Agora, para frequentar aulas doutrinárias, varia de centro para centro. Normalmente, os centros possuem aulas de evangelização para crianças. Normalmente elas podem frequentar estudos mais avançados a partir dos 15 - 16 anos.
Também é muito falado a respeito de quando alguém possui idade para exercer sua mediunidade. Cada caso é um caso, normalmente se deve frequentar aulas doutrinárias, sobre as obras básicas segundo Allan Kardec, para após isso, dirigentes da casa decidirem o que é o certo. Porém, sabemos de casos, de crianças que nascem com uma mediunidade muito aflorada, sendo assim necessário trabalhar o mais rápido possível.
domingo, 20 de fevereiro de 2011
domingo, 13 de fevereiro de 2011
"Hora de Luz"
No instante em que a solidão te obrigue a pensar e repensar;
Em observando os recursos necessários à própria subsistência cada vez mais distantes;
No momento em que os melhores amigos te considerem incapaz para o serviço a fazer;
Na travessia de graves desgostos;
Nas épocas de crise, quando a provação te procure para demoradas visitas;
Ouvindo os pregoeiros do pessimismo e do desalento;
Diante das ocorrências complicadas e dolorosas, quando o desânimo te ameace;
Ou na ocasião em que todas as circunstâncias surjam conjugadas como que favorecendo a ignorância e o desequilíbrio;
Guarda a certeza de que estás atingindo à hora de luz em que desfrutas a oportunidade de revelar a força de tua fé e o ensejo bendito em que podes, com a bênção de Deus, esquecer o mal e fazer o bem."
EMMANUEL
Livro: "Algo Mais"
Psicografado por Francisco Cândido Xavier
domingo, 30 de janeiro de 2011
Espiritismo e a Umbanda
Diz-se, com freqüência, que Umbanda e Espiritismo são a mesma coisa, com uma ou outra variante. Os que assim pensam não refletiram o suficiente sobre os fundamentos de cada doutrina. Uma análise mais acurada nos mostrará que há, entre essas duas correntes espiritualistas, pontos concordantes e discordantes.
Vejamos as opiniões concordantes:
- A Umbanda é espiritualista; o Espiritismo também o é.
- A Umbanda rende culto a Deus; o Espiritismo também.
- Nas práticas de Umbanda ocorrem fenômenos mediúnicos; no Espiritismo também.
- A Umbanda aceita a reencarnação; o Espiritismo também.
- Na Umbanda se faz caridade; no Espiritismo também.
- O Espiritismo NÃO tem culto material; a Umbanda TEM.
- O Espiritismo NÃO prescreve qualquer forma de paramento nem comporta o formalismo de funções sacerdotais; a Umbanda TEM "pais" de terreiro com vestimenta e prerrogativas equivalentes ao exercício de funções sacerdotais.
- O Espiritismo NÃO admite uso de imagens; a Umbanda TEM imagens e altares.
- O Espiritismo NÃO têm sinais cabalísticos nem símbolos; a Umbanda TEM sinais, "pontos riscados" etc.
- O ESPIRITISMO REGE-SE POR UM CORPO DE DOUTRINA HOMOGÊNEA, CODIFICADA POR ALLAN KARDEC; A UMBANDA NÃO SE REGE PELA DOUTRINA CODIFICADA POR ALLAN KARDEC.
O professor J. H. Pires, no capítulo VI - O Mediunismo - de seu livro Mediunidade trata a Umbanda como uma forma de mediunismo. A sua explicação baseia-se na noção de que mediunismo - definição dada pelo Espírito Emmanuel - designa as formas primitivas de Mediunidade. Assim, ele discorre sobre a construção racional da Mediunidade através dos ensinamentos de Allan Kardec.
A Umbanda, sendo apenas a prática do fenômeno mediúnico, não consegue abarcar o grau de positivação alcançado pela Doutrina dos Espíritos. Esta é a grande diferença.
Fonte:AMORIM, Deolindo. O Espiritismo e as Doutrinas Espiritualistas, publicado pelo C. E. Léon Denis. PIRES, José Herculano. Mediunidade: Vida e Comunicação, publicado pela Edicel.
Quadro oferecido pelo companheiro Laurindo Francisco Diana, adepto da Umbanda.
SINOPSE COMPARATIVA ESPIRITISMO - UMBANDA
País de origem
Espiritismo: França
Umbanda: Brasil
Data de surgimento
Espiritismo: 18.04.l857
Umbanda: 15.11.1908
Umbanda: 15.11.1908
Codificador
Espiritismo: Allan Kardec
Umbanda: -----------
Umbanda: -----------
Fundador
Espiritismo: -----------
Umbanda: Zélio F.de Morais
Adereços e caracterizações
Espiritismo: Não
Umbanda: Sim
Altar e/ou oratório
Espiritismo: Não
Umbanda: Sim
Autonomia das associaçõesEspiritismo: Sim
Umbanda: Sim
Cânticos (pontos) cantados
Espiritismo: Não
Umbanda: Sim
Umbanda: Sim
Classificação dos espíritos em categoriasEspiritismo: Sim
Umbanda: Não
Comidas, bebidas, fumo, etc.Espiritismo: Não
Umbanda: Sim
Cultos exterioresEspiritismo: Não
Umbanda: Sim
DogmasEspiritismo: Não
Umbanda: Sim
Doutrina
Espiritismo: Sim
Umbanda: Em formação
Ervas e banhosEspiritismo: Não
Umbanda: Sim
Fé
Espiritismo: Racional
Umbanda: Emocional / Devocional
Jogos premonitórios
Espiritismo: Não
Umbanda: Sim
MediunidadeEspiritismo: Sim
Umbanda: Sim
Mediunismo e/ou animismo
Espiritismo: Sim
Umbanda: Sim
Espiritismo: Sim
Umbanda: Sim
MessiânicaEspiritismo: Não
Umbanda: Não
Método
Espiritismo: Sim
Umbanda: Sim
Espiritismo: Sim
Umbanda: Sim
Oferendas materiaisEspiritismo: Não
Umbanda: Sim
Umbanda: Sim
ReveladaEspiritismo: Sim
Umbanda: Não
Literatura básicaEspiritismo: As obras (5) de Allan Kardec
Umbanda: ---------------
Rituais e cerimoniais
Espiritismo: Não
Umbanda: Sim
Roupas especiais e/ou paramentos
Espiritismo: Não
Umbanda: Sim
SacerdotesEspiritismo: Não
Umbanda: Sim
SacramentosEspiritismo: Não
Umbanda: Sim
Símbolos (pontos) riscados
Espiritismo: Não
Umbanda: Sim
SincretismoEspiritismo: Não
Umbanda: Sim
Sistema organizacional
Espiritismo: Federativo
Umbanda: Federativo
Tipificações espirituaisEspiritismo: Não
Umbanda: Sim
Tradição oralEspiritismo: Não
Umbanda: Sim
Velas, flores, defumações, etc.Espiritismo: Não
Umbanda: Sim
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS
Crença em Deus únicoEspiritismo: Sim
Umbanda: Sim
Comunicabilidade recíproca com os espíritos
Espiritismo: Sim
Umbanda: Sim
Crença nos elementaisEspiritismo: Não
Umbanda: Sim
Evolução progressiva dos espíritosEspiritismo: Sim
Umbanda: Sim
Existência dos espíritos que sobrevivem à morte do corpoEspiritismo: Sim
Umbanda: Sim
Influência dos espíritos sobre as pessoasEspiritismo: Sim
Umbanda: Sim
Lei de causa efeitoEspiritismo: Sim
Umbanda: Sim
Pluralidade dos mundos habitados
Espiritismo: Sim
Umbanda: Sim
Prática da caridade
Espiritismo: Sim
Umbanda: Sim
Reencarnações sucessivas
Espiritismo: Sim
Umbanda: Sim
(Org. por Sérgio Biagi Gregório)
Créditos: Fraternidade Espírita Chico Xavier
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
André Luiz
O espírito que conhecemos como André Luiz, em sua última encarnação foi um médico brasileiro residente no Rio de Janeiro. Com bons conhecimentos científicos e grande capacidade de observação, foi-lhe permitido relatar, através do médium Francisco Cândido Xavier, suas experiências como desencarnado. Desejando manter o anonimato - possivelmente respeitando parentes ainda encarnados - quando questionado sobre seu nome, respondeu adotando o nome de um dos irmãos de Chico Xavier. Alguns espíritas, talvez mais levados pela curiosidade do que por fins práticos, já criaram algunas hipóteses sobre a identificação do médico carioca desencarnado, mas são apenas especulações sem maior solidez ou confirmação pelo próprio André Luiz. O primeiro livro de André Luiz é de 1943. Neste livro ele descreve sua chegada ao plano espiritual, iniciando pelo período de pertubação imediato após a morte, seguindo pelo seu restabelecimento e primeiras atividades, até o momento em que se torna "cidadão" de "Nosso Lar", colônia espiritual que dá nome ao livro.
A obra medíunica de André Luiz teve - e ainda tem - uma influência considerável sobre o movimento espírita. Suas descrições do plano espiritual - tornando mais preciso e detalhado nosso conhecimento do mesmo - estabeleceram novo patamar de compreensão da vida espiritual, também incentivaram a criação de instituições espíritas devotadas as atividades assistências e grupos de estudos inumeráveis. Por exemplo, temos as "Casas André Luiz" e o "Grupo Espírita Nosso Lar", que se dedicam ao atendimento de crianças deficientes; a "Casa Transitória Fabiano de Cristo", que se dedica ao atendimento de gestantes carentes; o grupo "Os Mensageiros" que se dedica a distribuição gratuita de mensagens espíritas; a própria Associação Médico-Espírita, que tem aprofundado o estudo das obras mediúnicas de André Luiz e suas relações com a prática médica.
É interessante observar que o primeiro livro de André Luiz causou grande impacto pela novidade de suas informações, alguns chegaram a contestar suas descrições de uma vida espiritual muito semelhante a que levamos na Terra, mas o acúmulo de evidências - deste mensagens descrevendo de modo fragmentário a vida espiritual, até obras completas de outros espíritos, por médiuns como Yvonne A. Pereira - provaram sua veracidade. O mais curioso é que descrições semelhantes já existiam desde os primeiros tempos do "Modern Spiritualism" - por exemplo, as que foram registradas por Andrew Jackson Davis (nasc. 1826 - desenc. 1910) - mas tinham caido no esquecimento.
Citação notável de André Luiz: "Quero trabalhar e conhecer a satisfação dos cooperadores anônimos da felicidade alheia. Procurarei a prodigiosa luz da fraternidade através do serviço às criaturas, olvidando o próprio nome que deixo para trás por amor a Deus e a elas. Revisto-me transitoriamente de outra personagem para melhor ensinar e amparar. Sou André Luiz."
André Luiz concedeu ao diretor do Anuário Espírita para a edição de 1964, n.º 1, André Luiz (espírito) respondeu as perguntas formuladas de números ímpares através do médium Waldo Vieira e as de números pares através do médium Francisco C. Xavier (método usado para evitar fraudes e controvérsias).
Para conferir a entrevista que diz respeito a diversos assuntos (inclusive uma curiosidade sobre a posição geográfica do Nosso Lar, que seria aproximadamente sobre o Rio de Janeiro) basta clicar aqui.
Além disso, todos sabem da grande produção cinematográfica do filme Nosso Lar, que conta a história e trajetória de André Luiz. Caso não tenha visto ainda, confira o trailer:
OBS: Ao que tudo indica, o filme Nosso Lar em breve será lançado nos EUA. Eles estão em avançadas negociações para conseguir esse feito! Será uma ótima forma de divulgar essa propaganda espírita.
sábado, 15 de janeiro de 2011
Como o Espiritismo explica o "Crescimento Populacional"
Recebemos via email faz algumas semanas, a pergunta do nosso amigo Flávio Cella, ele fez a seguinte pergunta:
"Uma vez que todos nascemos de reencarnações, como o espiritismo explica o crescimento populacional?
Desde já agradeço.
Flávio Cella"
Então, como o Espiritismo pode explicar o crescimento vertiginoso da população se nós nascemos de sucessivas reencarnações? Para responder essa pergunta, consultamos uma página na qual Astolfo O. de Oliveira Filho, responde esta pergunta. Confira:
Um leitor desta revista apresenta-nos uma questão já levantada anteriormente por outros leitores. Trata-se do crescimento populacional da Terra. Pergunta ele como podemos justificar, à luz da doutrina da reencarnação, o aumento contínuo da população do planeta. De onde viria esse acréscimo extraordinário que se verifica a cada ano em nosso globo?
O crescimento da população da Terra tem sido, como sabemos, utilizado com frequência pelos que combatem a ideia da reencarnação, mas essa é, em verdade, uma crítica infantil à palingenesia.
É bom recordar que em 1964, em mensagem publicada no Anuário Espírita, André Luiz (Espírito) revelou-nos que a população desencarnada da Terra andava perto de 21 bilhões de Espíritos. Como o planeta registrava na época cerca de 3 bilhões de habitantes – equivalente a 1/8 do contingente total de encarnados e desencarnados –, não é difícil entender que a margem para o crescimento populacional em nosso globo é muito grande.
Há, além disso, um fato que os espíritas conhecem e que tais pessoas evidentemente ignoram, que é o processo migratório que se verifica entre os diferentes planetas, de tal modo que podemos comparar nosso globo a uma cidade universitária que recebe periodicamente novas levas de estudantes provenientes de outras localidades.
Obviamente, o aumento do número de habitantes encarnados guarda relação com as possibilidades de subsistência que o globo apresenta, o que indica que esse aumento chegará um dia, com toda a certeza, a um limite, quando o percentual dos nascimentos deverá, então, ser equivalente ao percentual dos falecimentos, fazendo com que o número de habitantes na Terra se torne estável.
Lembrando aos novos leitores, que temos no nosso blog diversas matérias a respeito da temática Reencarnação! E nessa seção "Perguntas e Respostas", todos leitores têm direito de nos enviar perguntas coerentes com a doutrina filosófica. Luz e amor a todos
Créditos: O Consolador
"Uma vez que todos nascemos de reencarnações, como o espiritismo explica o crescimento populacional?
Desde já agradeço.
Flávio Cella"
Então, como o Espiritismo pode explicar o crescimento vertiginoso da população se nós nascemos de sucessivas reencarnações? Para responder essa pergunta, consultamos uma página na qual Astolfo O. de Oliveira Filho, responde esta pergunta. Confira:
O crescimento da população da Terra tem sido, como sabemos, utilizado com frequência pelos que combatem a ideia da reencarnação, mas essa é, em verdade, uma crítica infantil à palingenesia.
É bom recordar que em 1964, em mensagem publicada no Anuário Espírita, André Luiz (Espírito) revelou-nos que a população desencarnada da Terra andava perto de 21 bilhões de Espíritos. Como o planeta registrava na época cerca de 3 bilhões de habitantes – equivalente a 1/8 do contingente total de encarnados e desencarnados –, não é difícil entender que a margem para o crescimento populacional em nosso globo é muito grande.
Há, além disso, um fato que os espíritas conhecem e que tais pessoas evidentemente ignoram, que é o processo migratório que se verifica entre os diferentes planetas, de tal modo que podemos comparar nosso globo a uma cidade universitária que recebe periodicamente novas levas de estudantes provenientes de outras localidades.
Obviamente, o aumento do número de habitantes encarnados guarda relação com as possibilidades de subsistência que o globo apresenta, o que indica que esse aumento chegará um dia, com toda a certeza, a um limite, quando o percentual dos nascimentos deverá, então, ser equivalente ao percentual dos falecimentos, fazendo com que o número de habitantes na Terra se torne estável.
Lembrando aos novos leitores, que temos no nosso blog diversas matérias a respeito da temática Reencarnação! E nessa seção "Perguntas e Respostas", todos leitores têm direito de nos enviar perguntas coerentes com a doutrina filosófica. Luz e amor a todos
Créditos: O Consolador
domingo, 2 de janeiro de 2011
Mensagem Espírita de Ano Novo

Todos queremos iniciar mais um ano com esperanças renovadas.
É um momento de alegria e confraternização.
As rogativas, em geral, são para que se tenha muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender.
Mas será que se tivermos tudo isso teremos a garantia de um ano novo cheio de felicidade?
Se Deus nos dá saúde, o que normalmente ocorre é que tratamos de acabar com ela em nome das festas.
Seja com os excessos na alimentação, bebidas alcoólicas, tabaco, ou outras drogas não menos prejudiciais à saúde.
Não nos damos conta de que a nossa saúde depende de nós. Dessa forma, se quisermos um bom ano, teremos que fazer a nossa parte.
Se pararmos para analisar o que significa a passagem do ano, perceberemos que nada se modifica externamente.
Tudo continua sendo como na véspera.
Os doentes continuam doentes, os que estão no cárcere permanecem encarcerados, os infelizes continuam os mesmos, os criminosos seguem arquitetando seus crimes, e assim por diante.
Nós, e somente nós podemos construir um ano melhor, já que um feliz ano novo não se deseja, se constrói.
Poderemos almejar por um ano bom se desde agora começarmos um investimento sólido, já que no ano que se encerra tivemos os resultados dos investimentos do ano imediatamente anterior e assim sucessivamente.
Poderemos construir um ano bom a partir da nossa reforma moral, repensando os nossos valores, corrigindo os nossos passos, dando uma nova direção à nossa estrada particular.
Se começarmos por modificar nossos comportamentos equivocados, certamente teremos um ano mais feliz.
Se pensarmos um pouco mais nas pessoas que convivem conosco, se abrirmos os olhos para ver quanta dor nos rodeia, se colocarmos nossas mãos no trabalho de construção de um mundo melhor, conquistaremos, um dia, a felicidade que tanto almejamos.
Só há um caminho para se chegar à felicidade.
E esse caminho foi mostrado por quem realmente tem autoridade, por já tê-lo trilhado. Esse alguém nós conhecemos como Jesus de Nazaré, o Cristo.
No ensinamento "amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo" está a chave da felicidade verdadeira.
Jesus nos coloca como ponto de referência.
Por isso recomenda que amemos o próximo como a nós mesmos nos amamos.
Quem se ama preserva a saúde.
Quem se ama não bombardeia o seu corpo com elementos nocivos, nem o espírito com a ira, a inveja, o ciúme etc.
Quem ama a Deus acima de todas as coisas, respeita sua criação e suas leis. Respeita seus semelhantes porque sabe que todos fomos criados por ele e que ele a todos nos ama.
Enfim, quem quer um ano novo repleto de felicidades, não tem outra saída senão construí-lo. Importa que saibamos que o novo período de tempo que se inicia, como tantos outros que já passaram, será repleto de oportunidades. Aproveitá-las bem ou mal, depende exclusivamente de cada um de nós.
O rio das oportunidades passa com suas águas sem que retornem nas mesmas circunstâncias ou situação.
Assim, o dia hoje logo passará e o chamaremos ontem, como o amanhã será em breve hoje, que se tornará ontem igualmente.
E, sem que nos demos conta, estaremos logo chamando este ano que se inicia de ano passado e assim sucessivamente.
Que todos possamos aproveitar muito bem o tesouro dos minutos na construção do amanhã feliz que desejamos, pois a eternidade é feita de segundos.
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro Repositório de sabedoria, verbetes: oportunidade e tempo
domingo, 19 de dezembro de 2010
O Natal Espírita

As antigas e primitivas civilizações viviam quase que exclusivamente da caça e da pesca para a sobrevivência. O instinto sobrepujava a razão e a vida em coletividade propiciava certamente grandes reuniões em torno da comida caçada, seja para festejar a vitória do homem sobre o animal, para saciar a fome ou pelo prazer de estarem juntos.
O progresso da humanidade pela utilização da inteligência proveu ao homem sua casa, sua roupa, suas armas, até a invenção das letras e o registro escrito das idéias, mas o senso de coletividade, da vida em sociedade descrito no Livro dos Espíritos(1) sempre existiram e todas as grandes ou pequenas reuniões sempre foram acompanhadas de farta alimentação, não raro para "informar" a condição social do grupo.
Este hábito milenar não mudou. Pequenas e singelas reuniões espíritas também são acompanhadas do tradicional chazinho, bolinho, bolachinha e outros humildes "inhos", reflexo das fortes impressões secularmente marcadas em nosso espírito.
Daí, para entendermos a razão de comemorarmos o Natal com banquetes deslumbrantes, bebidas alcoólicas e demais desatinos não é necessário muito exercício de raciocínio.
(1) O Livro dos Espíritos, A. Kardec - Q. 766 - 76ª Ed. - FEB
(2) O Livro dos Espíritos, A. Kardec - Q. 112/113 - 76ª Ed. - FEB
Texto elaborado por Sander Salles Leite
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