domingo, 26 de setembro de 2010

Convite à Caridade


"Enquanto a saúde enfloresce as tuas possibilidades de bem-estar, reserva um dia por mês, ao menos, para visitar os teus irmãos enfermos, que ressarcem pesados tributos pretéritos, muitas vezes em dolorosa solidão.
Seja teu o sorriso de cordialidade franca, através da lembrança de uma palavra fraterna, de uma flor delicada, de uma pergunta gentil em que esteja expresso o interesse pela sua recuperação.
Lembra-te, porém, que acima do bem que lhes possas fazer, a ti fará muito bem verificar o de que dispões e pouco consideras, bem precioso e de alto valor com que o Senhor te concede a honra de crescer: a saúde!
Vai desde hoje trabalhar na vinha do Senhor.
Caridade para com os que sofrem, em última análise é caridade para contigo mesmo."

Joanna de Ângelis
Livro: Convites da Vida
Psicografia de Divaldo P. Franco

domingo, 12 de setembro de 2010

"Desencarnações Precoces"



“-- Por que a vida se interrompe com freqüência na infância?
-- A duração da vida da criança pode ser, para o seu Espírito, o complemento de uma vida interrompida antes do termo devido, e sua morte é freqüentemente uma prova ou uma expiação para os pais”.

(questão 199, de “O Livro dos Espíritos”- Allan Kardec).

A desencarnação de pessoas jovens causa, no seio da coletividade, uma comoção maior, pois o que se espera, dentro do processo da normalidade é que vivamos na Terra até a velhice. No entanto, quotidianamente estamos presenciando o retorno à Pátria Espiritual, de criaturas jovens, quer sejam crianças, adolescentes ou mesmo adultos em tenra idade.
Sem dúvida, cremos seja a dor maior que uma família pode experimentar, principalmente para os pais, quando seres que não atingiram a idade mais avançada deixam este mundo. Bem sabemos que a desencarnação causa sofrimentos em qualquer época em que aconteça, mas temos plena consciência que avançando a idade, nosso corpo tem um limite e termina sua jornada por aqui, enquanto que o jovem ou a criança tem toda uma vida por viver.
O consolo maior, dentro das sábias Leis de Deus, é que nossos entes amados não se ausentaram definitivamente, pois que a vida continua em outros quadrantes dentro das “muitas moradas da casa do Pai”, conforme informou Jesus. Nossos filhos prosseguem seus roteiros de vida, na Pátria Espiritual, carregando seus sonhos, ideais e busca pela paz e pela felicidade.
Morrer, significa tão somente deixar o corpo físico, onde nos transferimos deste mundo para a vida definitiva; a espiritual.
Nos ensinam os Espíritos Benfeitores que o pouco tempo de vida terrena de crianças e jovens pode representar o final de uma etapa de estudos, onde a criatura, em outras encarnações, por qualquer questão, não tenha concluído seu aprendizado, carecendo de um complemento. Ainda, nos avisam que pode também se caracterizar como uma prova para os pais ou familiares mais próximos, que ante o inesperado terão oportunidade de fazer despertar forças e entendimentos que não fariam dentro de um clima de tranqüilidade.
E, no momento atual, uma quantidade enorme de vidas tenras tem sido ceifadas das formas mais variadas, fazendo correr rios de lágrimas dos corações saudosos que ficam. É preciso ter muita convicção na Providência Divina, para entender que as coisas caminham sempre para o nosso bem, embora possamos nada estar compreendendo.
Em realidade, nossos filhos não morreram, ausentaram-se temporariamente, pois um dia, estaremos com eles numa pátria onde a morte, definitivamente, não existe.
Nossas lembranças deles, recheadas de saudades e dor, devem ser de preces e resignação, tendo a paciência de esperar pelos reencontros que se darão mais tarde.
Não estamos proibidos de chorar por eles, mas procuremos evitar o desespero, a inconformação e a revolta, pois nossos sentimentos em desalinho chegam até seus corações, causando preocupação, pois de onde estão também sentem saudades de todos nós, mas vivos e confiantes esperam que aprendamos a confiar em Deus.
Assim, como não sabemos o que espera por cada um de nós, nos esforcemos o máximo para ensinar aos nossos filhos que a vida continua fora da Terra também. Ofereçamos religiosidade a eles, para que entendam que muito acima de nós existe Deus, coordenando as ações do mundo para que tenhamos, cada vez mais, condições de uma vida feliz. Isso, obviamente, muito ajudará a enfrentar as situações inesperadas que possam surgir.
Desencarnar, embora doloroso, não é o fim de uma vida, mas a transferência da Terra para o mundo espiritual, onde continuamos a viver, junto de nossos familiares e amigos.
A morte, como a fim de tudo, não existe.

domingo, 5 de setembro de 2010

"Vidas Sucessivas"

"Não te maravilhes de te haver dito: Necessário vos é nascer de novo."
Jesus. (JOÃO, 3:7.)


A palavra de Jesus a Nicodemos foi suficientemente clara.
Desviá-la para interpretações descabidas pode ser compreensível no sacerdócio organizado, atento às injunções da luta humana, mas nunca nos espíritos amantes da verdade legítima.

A reencarnação é lei universal.

Sem ela, a existência terrena representaria turbilhão de desordem e injustiça; à luz de seus esclarecimentos, entendemos todos os fenômenos dolorosos do caminho.

O homem ainda não percebeu toda a extensão da misericórdia divina, nos processos de resgate e reajustamento.

Entre os homens, o criminoso é enviado a penas cruéis, seja pela condenação à morte ou aos sofrimentos prolongados.

A Providência, todavia, corrige, amando... Não encaminha os réus a prisões infectas e úmidas. Determina somente que os comparsas de dramas nefastos troquem a vestimenta carnal e voltem ao palco da atividade humana, de modo a se redimirem, uns à frente dos outros.

Para a Sabedoria Magnânima nem sempre o que errou é um celerado, como nem sempre a vítima é pura e sincera. Deus não vê apenas a maldade que surge à superfície do escândalo; conhece o mecanismo sombrio de todas as circunstâncias que provocaram um crime.

O algoz integral como a vítima integral são desconhecidos do homem; o Pai, contudo, identifica as necessidades de seus filhos e reúne-os, periodicamente, pelos laços de sangue ou na rede dos compromissos edificantes, a fim de que aprendam a lei do amor, entre as dificuldades e as dores do destino, com a bênção de temporário esquecimento.

* * *

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Caminho, Verdade e Vida.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
16a edição. Lição 110. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1996.


Créditos: Mocidades Espíritas

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Passes

"E rogava-lhe muito, dizendo: Minha filha está moribunda; rogo-te que venhas e lhe imponhas as mãos para que sare, e viva." (MARCOS, Capítulo 5, versículo 23)

"Jesus impunha as mãos nos enfermos e
transmitia-lhes os bens da saúde.
Seu amoroso poder conhecia os menores desequilíbrios da Natureza e os recursos para restaurar a harmonia indispensável.
Nenhum ato do Divino Mestre é destituído de significação.
Reconhecendo essa verdade, os apóstolos passaram a impor as mãos fraternas em nome do Senhor e tornavam-se instrumentos da Divina Misericórdia.
Atualmente, no Cristianismo redivivo, temos, de novo, o movimento socorrista do plano invisível, através da imposição das mãos. Os passes, como transfusões de forças psíquicas, em que preciosas energias espirituais fluem dos mensageiros do Cristo para os doadores e beneficiários, representam a continuidade do esforço do Mestre para atenuar os sofrimentos do mundo.
Seria audácia por parte dos discípulos novos a expectativa de resultados tão sublimes quanto os obtidos por Jesus junto aos paralíticos, perturbados e agonizantes.
O Mestre sabe, enquanto nós outros estamos aprendendo a conhecer. É necessário, contudo, não desprezar-lhe a lição, continuando, por nossa vez, a obra de amor, através das mãos fraternas.
Onde exista sincera atitude mental do bem, pode estender-se o serviço providencial de Jesus.
Não importa a fórmula exterior. Cumpre-nos reconhecer que o bem pode e deve ser ministrado em seu nome."

EMMANUEL
Livro: Caminho, Verdade e Vida
Psicografia de Francisco Cândido Xavier


sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Problema do Sexo


"O Sexo é usina de força para a perpetuação da vida na terra.
Enobrecido, se transforma em nascente de bênçãos, e, conspurcado, se faz igualmente desditoso a serviço da enfermidade; sem embargo, nas lutas do sexo, constrói o lar e mantém-no através do matrimônio nobre, fazendo-te sustentáculo da alma que elegeste e sustentando-a, também, de modo a que os dois corpos sejam um só corpo e as duas almas se compreendam como se uma alma fora, prosseguindo na romagem carnal, animado, considerando a certeza de que a escassez de hoje traduz o abuso de ontem e de que ao amanhã resultará da utilização do patrimônio de agora. No entanto, em considerando os problemas do sexo, se caminhas a sós ou se estás em amargura, recorre ao amor nas bases éticas do Evangelho de Jesus, pois que só esse amor oferece comando reto para a felicidade de todas as criaturas."

Joanna de Angelis
Livro: Lampadário Espírita
Psicografia de Divaldo P. Franco

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Espiritismo é coisa do Demônio?



Durante muito tempo, o Espiritismo foi "vulgarizado" como uma doutrina "demoníaca". O contato com os mortos, traz um certo "medo" nas pessoas e com isso passam a repudiar o que não entendem. Ao invés de estudarem para descobrir e entender a lógica do Espiritismo, preferem denegrir com comentários ofensivos, dizendo que esses "contatos espirituais" poderiam ser demônios oportunistas alienando os seguidores da doutrina.

O principal argumento que usam, é a premissa de que ninguém voltou até hoje do além. Esse pensamento é um pouco inadequado nos tempos atuais, devido ao fato de que durante toda a história da humanidade houveram contatos mediúnicos, em diversas culturas, doutrinas e religiões. A ciência também tem se aproximado cada vez mais dessas experiências. Podemos ver como exemplo, o fato da Doutrina Espírita se basear em estudos científicos para comprovar seus fenômenos.

Outro fato inusitado, seria uma pergunta que levanto à vocês: Se esses demônios querem tanto nos corromper (ou seja, nos afastar de Deus), por que eles nos trazem mensagens de Deus? Mensagens de Caridade? De fazer sempre o amor ao próximo? Em busca da evolução espiritual? Não acham que ele tentaria falar mal dessas coisas que o Espiritismo na verdade prega?

No meu ponto de vista, um demônio iria tentar atrasar a nossa evolução, nos afastar da espiritualidade e nos aproximar do materialismo (coisa que é totalmente contrária ao paradigma espírita) ao invés de cultivar o bem ao próximo e a caridade acima de tudo.

OBS: Lembrando, que na Doutrina Espírita não existe esse conceito de "demônio". Para mais informações procure nas obras básicas do Espiritismo que nós temos para download. Basta clicar aqui.

Texto elaborado por Nícolas Queiros e Nonato Silva

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Vida, Sono e Sonho



O sono é uma forma de morte.
Diariamente, o Homem, ao deitar-se,
realiza um treino para esse fenômeno biológico terminal.
À semelhança da morte, em que o Espírito só se liberta com facilidade
do corpo mediante conquistas de desapego e renúncia,
no sono há uma ocorrência equivalente.
O Espírito sempre está em ação até onde podemos concebê-lo.
A inatividade não se encontra presente nas Leis da Vida.
O sono é uma necessidade para o refazimento orgânico.
Assim que o corpo adormece, e, às vezes, mesmo antes do sono total,
afrouxaram-se os laços que ligam o Espírito à matéria e ele se desprende,
parcialmente, rumando para os lugares e pessoas aos quais se vincula.
Graças a essa movimentação quando retorna ao corpo traz as impressões e lembranças que imprime no cérebro, constituindo-lhe o complexo capítulo dos sonhos.
Se alguém diz como e o que sonha é fácil explicar-lhe como vive nas suas horas diárias.
Dorme-se, portanto, como se vive, sendo-lhe os sonhos o retrato emocional da sua vida moral e espiritual.

Manoel P. de Miranda
Livro: Temas da vida e da morte
Psicografia de Divaldo P. Franco
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