terça-feira, 3 de agosto de 2010

Vida, Sono e Sonho



O sono é uma forma de morte.
Diariamente, o Homem, ao deitar-se,
realiza um treino para esse fenômeno biológico terminal.
À semelhança da morte, em que o Espírito só se liberta com facilidade
do corpo mediante conquistas de desapego e renúncia,
no sono há uma ocorrência equivalente.
O Espírito sempre está em ação até onde podemos concebê-lo.
A inatividade não se encontra presente nas Leis da Vida.
O sono é uma necessidade para o refazimento orgânico.
Assim que o corpo adormece, e, às vezes, mesmo antes do sono total,
afrouxaram-se os laços que ligam o Espírito à matéria e ele se desprende,
parcialmente, rumando para os lugares e pessoas aos quais se vincula.
Graças a essa movimentação quando retorna ao corpo traz as impressões e lembranças que imprime no cérebro, constituindo-lhe o complexo capítulo dos sonhos.
Se alguém diz como e o que sonha é fácil explicar-lhe como vive nas suas horas diárias.
Dorme-se, portanto, como se vive, sendo-lhe os sonhos o retrato emocional da sua vida moral e espiritual.

Manoel P. de Miranda
Livro: Temas da vida e da morte
Psicografia de Divaldo P. Franco

Um comentário:

  1. Excelente texto!
    Motivos suficientes para que durante nossa oração anterior ao sono, devêssemos pedir ao Mestre Jesus para nos conduzir a lugares de trabalho ou estudo ou a algum lugar de paz que possamos aprender como continuar no caminho evolutivo enquanto o corpo descansa.
    Muita Paz!

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