domingo, 12 de setembro de 2010

"Desencarnações Precoces"



“-- Por que a vida se interrompe com freqüência na infância?
-- A duração da vida da criança pode ser, para o seu Espírito, o complemento de uma vida interrompida antes do termo devido, e sua morte é freqüentemente uma prova ou uma expiação para os pais”.

(questão 199, de “O Livro dos Espíritos”- Allan Kardec).

A desencarnação de pessoas jovens causa, no seio da coletividade, uma comoção maior, pois o que se espera, dentro do processo da normalidade é que vivamos na Terra até a velhice. No entanto, quotidianamente estamos presenciando o retorno à Pátria Espiritual, de criaturas jovens, quer sejam crianças, adolescentes ou mesmo adultos em tenra idade.
Sem dúvida, cremos seja a dor maior que uma família pode experimentar, principalmente para os pais, quando seres que não atingiram a idade mais avançada deixam este mundo. Bem sabemos que a desencarnação causa sofrimentos em qualquer época em que aconteça, mas temos plena consciência que avançando a idade, nosso corpo tem um limite e termina sua jornada por aqui, enquanto que o jovem ou a criança tem toda uma vida por viver.
O consolo maior, dentro das sábias Leis de Deus, é que nossos entes amados não se ausentaram definitivamente, pois que a vida continua em outros quadrantes dentro das “muitas moradas da casa do Pai”, conforme informou Jesus. Nossos filhos prosseguem seus roteiros de vida, na Pátria Espiritual, carregando seus sonhos, ideais e busca pela paz e pela felicidade.
Morrer, significa tão somente deixar o corpo físico, onde nos transferimos deste mundo para a vida definitiva; a espiritual.
Nos ensinam os Espíritos Benfeitores que o pouco tempo de vida terrena de crianças e jovens pode representar o final de uma etapa de estudos, onde a criatura, em outras encarnações, por qualquer questão, não tenha concluído seu aprendizado, carecendo de um complemento. Ainda, nos avisam que pode também se caracterizar como uma prova para os pais ou familiares mais próximos, que ante o inesperado terão oportunidade de fazer despertar forças e entendimentos que não fariam dentro de um clima de tranqüilidade.
E, no momento atual, uma quantidade enorme de vidas tenras tem sido ceifadas das formas mais variadas, fazendo correr rios de lágrimas dos corações saudosos que ficam. É preciso ter muita convicção na Providência Divina, para entender que as coisas caminham sempre para o nosso bem, embora possamos nada estar compreendendo.
Em realidade, nossos filhos não morreram, ausentaram-se temporariamente, pois um dia, estaremos com eles numa pátria onde a morte, definitivamente, não existe.
Nossas lembranças deles, recheadas de saudades e dor, devem ser de preces e resignação, tendo a paciência de esperar pelos reencontros que se darão mais tarde.
Não estamos proibidos de chorar por eles, mas procuremos evitar o desespero, a inconformação e a revolta, pois nossos sentimentos em desalinho chegam até seus corações, causando preocupação, pois de onde estão também sentem saudades de todos nós, mas vivos e confiantes esperam que aprendamos a confiar em Deus.
Assim, como não sabemos o que espera por cada um de nós, nos esforcemos o máximo para ensinar aos nossos filhos que a vida continua fora da Terra também. Ofereçamos religiosidade a eles, para que entendam que muito acima de nós existe Deus, coordenando as ações do mundo para que tenhamos, cada vez mais, condições de uma vida feliz. Isso, obviamente, muito ajudará a enfrentar as situações inesperadas que possam surgir.
Desencarnar, embora doloroso, não é o fim de uma vida, mas a transferência da Terra para o mundo espiritual, onde continuamos a viver, junto de nossos familiares e amigos.
A morte, como a fim de tudo, não existe.

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