terça-feira, 12 de outubro de 2010

Allan Kardec - O que é o Espiritismo (1859)

Muito dos visitantes do nosso blog, são iniciantes na doutrina espírita e por isso ainda não conhecem muito bem o Espiritismo. Nós temos disponíveis, os livros básicos da Doutrina Espírita no nosso blog (acesse clicando aqui) porém, eles podem ser complexos a uma "primeira vista".

A obra trata, de forma resumida, da definição do Espiritismo, vindo logo em seguida a "O Livro dos Espíritos", justamente para promover uma mais rápida explanação da Doutrina que aquela outra trazia. É dividida em três diálogos, em que Kardec conversa com um crítico, um cético (livre-pensador), e um padre.
Traz, ainda, resposta à principais críticas apresentadas pelo opositores da doutrina, bem como a rápida análise da comunicabilidade dos Espíritos, da reencarnação e suas implicações morais.

Aqui estamos disponibilizando ele para download. Basta clicar no link abaixo e seguir os procedimentos básicos de download. Lembrando sempre, esse download gratuito visa a divulgação cultural, não deve ser jamais usado para fins comerciais!



segunda-feira, 11 de outubro de 2010

"Servicinhos"

"Antes sede uns para com os outros benignos."
Paulo (EFÉSIOS, 4:32)

"Grande massa de aprendizes queixa-se, por vezes,
da ausência de grandes oportunidades nos serviços do mundo.
Aqui, é alguém desgostoso por não haver obtido um cargo de alta relevância; além, é um irmão inquieto porque ainda não conseguiu situar o nome na grande imprensa.
A maioria anda esquecida do valor dos pequenos trabalhos, que se traduzem, habitualmente, num gesto de boas maneiras, num sorriso fraterno e consolador... Um copo d'água pura, o silêncio ante o mal que não comporta esclarecimentos imediatos, um livro santificante que se dá com amor, uma sentença carinhosa, o transporte de um fardo pequeno, a sugestão do bem, a tolerância em face de uma conversação fastidiosa, os favores gratuitos de alguns vinténs, a dádiva espontânea ainda que humilde, a gentileza natural, constituem serviços de grande valor que raras pessoas tomam à justa consideração.
Que importa a cegueira de quem recebe? Que poderá significar a malevolência das criaturas ingratas, diante do impulso afetivo dos bons corações? Quantas vezes, em outro tempo, fomos igualmente cegos e perversos para com o Cristo, que nos tem dispensado todos os obséquios, grandes e pequenos?
Não te mortifiques pela obtenção do ensejo de aparecer nos cartazes enormes do mundo. Isso pode traduzir muita dificuldade e perturbação para teu espírito, agora ou depois.
Sê benevolente para com aqueles que te rodeiam.
Não menosprezes os servicinhos úteis.
Neles repousa o bem-estar do caminho diário para quantos se congregam na experiência humana."

EMMANUEL
Livro: Vinha de Luz
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Trabalho

"E Jesus lhes respondeu: Meu Pai obra até agora e eu trabalho também".
(JOÃO, 5:17.)

"Em todos os recantos, observamos criaturas queixosas e insatisfeitas.
Quase todas pedem socorro. Raras amam o esforço que lhes foi conferido. A maioria revolta-se contra o gênero de seu trabalho.
Os que varrem as ruas querem ser comerciantes; os trabalhadores do campo prefeririam a existência na cidade.
O problema, contudo, não é de gênero de tarefa, mas de compreensão da oportunidade recebida.
De modo geral, as queixas, nesse sentido, são filhas da preguiça inconsciente. É o desejo ingênito de conservar o que é inútil e ruinoso, das quedas no pretérito obscuro.
Mas Jesus veio arrancar-nos da "morte no erro". Trouxe-nos a bênção do trabalho, que é o movimento incessante da vida.
Para que saibamos honrar nosso esforço, referiu-se ao Pai que não cessa de servir em sua obra eterna de amor e sabedoria e à sua tarefa própria, cheia de imperecível dedicação à Humanidade.
Quando te sentires cansado, lembra-te de que Jesus está trabalhando. Começamos ontem nosso humilde labor e o Mestre se esforça por nós, desde quando?"

EMMANUEL
Livro: Caminho Verdade e Vida
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

domingo, 3 de outubro de 2010

Revista Espírita

Depois de um certo tempo sem postagens, retomamos a atividade pelo menos "semanalmente" devido a uma complicação de horários.

Hoje estamos comemorando 206 anos do nascimento de Hippolyte Léon-Denizard Rivail, ou simplesmente, Allan Kardec, codificador das obras básicas do Espiritismo.
Além disso, estamos exatamente na 40ª postagem do blog! O que vem dando um grande retorno para nossas expectativas.

Lembrando sempre: Estamos abertos a sugestões de postagens, design, downloads e etc...
A mesma pode ser feita através de um comentário nas postagens, ou através de um email para:
nicolasqueiros@hotmail.com ou nonatosilva@globo.com

A postagem de hoje, vem fomentar os estudos alheios fornecendo links das famosas "Revistas
Espíritas". Periódico mensal, a Revista Espírita - Jornal de Estudos Psicológicos circulou pela
primeira vez em Paris, no dia 12 de janeiro de 1858, e foi publicada sob a responsabilidade direta de Allan Kardec até a sua desencarnação, ocorrida em 31 de março de 1869, passando, a partir de então, a ser administrada pelos seus continuadores até os nossos dias.

Allan Kardec transformou-a numa espécie de tribuna livre, na qual sondava a reação dos homens e a impressão dos Espíritos acerca de determinados assuntos, ainda hipotéticos ou malcompreendidos, enquanto lhes aguardava a confirmação, através do critério da concordância e da universalidade do ensino dos Espíritos.

Inúmeros capítulos dos livros básicos da Codificação, na íntegra ou com pequenas modificações, vieram à luz por meio da Revista Espírita. Através de suas páginas admiráveis desfilam os assuntos mais diversos, desde a fenomenologia mediúnica nos seus variados matizes, até as dissertações da mais pura moral evangélica, a vida no mundo espiritual, a sorte futura reservada aos que praticam e aos que não praticam o bem, a justiça da reencarnação, a bondade e a misericórdia divinas, enfim, os princípios fundamentais em que se assenta o Espiritismo.

Com quase sete mil páginas em sua versão brasileira, esta coleção compõe-se de doze volumes, referentes aos anos de 1858 a 1869, e faz parte das homenagens prestadas pela Federação Espírita Brasileira ao Codificador da Doutrina Espírita, pelo transcurso, em 2004, do Bicentenário de seu Nascimento. Hoje estamos homenageando Allan Kardec com mais essa divulgação!

NOTA: Para fazer download de qualquer uma dessas revistas, basta clicar num ícone de um "disquete" no canto superior esquerdo da janela que abrir! Depois só escolher em qual local do computador deseja salvar.

domingo, 26 de setembro de 2010

Convite à Caridade


"Enquanto a saúde enfloresce as tuas possibilidades de bem-estar, reserva um dia por mês, ao menos, para visitar os teus irmãos enfermos, que ressarcem pesados tributos pretéritos, muitas vezes em dolorosa solidão.
Seja teu o sorriso de cordialidade franca, através da lembrança de uma palavra fraterna, de uma flor delicada, de uma pergunta gentil em que esteja expresso o interesse pela sua recuperação.
Lembra-te, porém, que acima do bem que lhes possas fazer, a ti fará muito bem verificar o de que dispões e pouco consideras, bem precioso e de alto valor com que o Senhor te concede a honra de crescer: a saúde!
Vai desde hoje trabalhar na vinha do Senhor.
Caridade para com os que sofrem, em última análise é caridade para contigo mesmo."

Joanna de Ângelis
Livro: Convites da Vida
Psicografia de Divaldo P. Franco

domingo, 12 de setembro de 2010

"Desencarnações Precoces"



“-- Por que a vida se interrompe com freqüência na infância?
-- A duração da vida da criança pode ser, para o seu Espírito, o complemento de uma vida interrompida antes do termo devido, e sua morte é freqüentemente uma prova ou uma expiação para os pais”.

(questão 199, de “O Livro dos Espíritos”- Allan Kardec).

A desencarnação de pessoas jovens causa, no seio da coletividade, uma comoção maior, pois o que se espera, dentro do processo da normalidade é que vivamos na Terra até a velhice. No entanto, quotidianamente estamos presenciando o retorno à Pátria Espiritual, de criaturas jovens, quer sejam crianças, adolescentes ou mesmo adultos em tenra idade.
Sem dúvida, cremos seja a dor maior que uma família pode experimentar, principalmente para os pais, quando seres que não atingiram a idade mais avançada deixam este mundo. Bem sabemos que a desencarnação causa sofrimentos em qualquer época em que aconteça, mas temos plena consciência que avançando a idade, nosso corpo tem um limite e termina sua jornada por aqui, enquanto que o jovem ou a criança tem toda uma vida por viver.
O consolo maior, dentro das sábias Leis de Deus, é que nossos entes amados não se ausentaram definitivamente, pois que a vida continua em outros quadrantes dentro das “muitas moradas da casa do Pai”, conforme informou Jesus. Nossos filhos prosseguem seus roteiros de vida, na Pátria Espiritual, carregando seus sonhos, ideais e busca pela paz e pela felicidade.
Morrer, significa tão somente deixar o corpo físico, onde nos transferimos deste mundo para a vida definitiva; a espiritual.
Nos ensinam os Espíritos Benfeitores que o pouco tempo de vida terrena de crianças e jovens pode representar o final de uma etapa de estudos, onde a criatura, em outras encarnações, por qualquer questão, não tenha concluído seu aprendizado, carecendo de um complemento. Ainda, nos avisam que pode também se caracterizar como uma prova para os pais ou familiares mais próximos, que ante o inesperado terão oportunidade de fazer despertar forças e entendimentos que não fariam dentro de um clima de tranqüilidade.
E, no momento atual, uma quantidade enorme de vidas tenras tem sido ceifadas das formas mais variadas, fazendo correr rios de lágrimas dos corações saudosos que ficam. É preciso ter muita convicção na Providência Divina, para entender que as coisas caminham sempre para o nosso bem, embora possamos nada estar compreendendo.
Em realidade, nossos filhos não morreram, ausentaram-se temporariamente, pois um dia, estaremos com eles numa pátria onde a morte, definitivamente, não existe.
Nossas lembranças deles, recheadas de saudades e dor, devem ser de preces e resignação, tendo a paciência de esperar pelos reencontros que se darão mais tarde.
Não estamos proibidos de chorar por eles, mas procuremos evitar o desespero, a inconformação e a revolta, pois nossos sentimentos em desalinho chegam até seus corações, causando preocupação, pois de onde estão também sentem saudades de todos nós, mas vivos e confiantes esperam que aprendamos a confiar em Deus.
Assim, como não sabemos o que espera por cada um de nós, nos esforcemos o máximo para ensinar aos nossos filhos que a vida continua fora da Terra também. Ofereçamos religiosidade a eles, para que entendam que muito acima de nós existe Deus, coordenando as ações do mundo para que tenhamos, cada vez mais, condições de uma vida feliz. Isso, obviamente, muito ajudará a enfrentar as situações inesperadas que possam surgir.
Desencarnar, embora doloroso, não é o fim de uma vida, mas a transferência da Terra para o mundo espiritual, onde continuamos a viver, junto de nossos familiares e amigos.
A morte, como a fim de tudo, não existe.

domingo, 5 de setembro de 2010

"Vidas Sucessivas"

"Não te maravilhes de te haver dito: Necessário vos é nascer de novo."
Jesus. (JOÃO, 3:7.)


A palavra de Jesus a Nicodemos foi suficientemente clara.
Desviá-la para interpretações descabidas pode ser compreensível no sacerdócio organizado, atento às injunções da luta humana, mas nunca nos espíritos amantes da verdade legítima.

A reencarnação é lei universal.

Sem ela, a existência terrena representaria turbilhão de desordem e injustiça; à luz de seus esclarecimentos, entendemos todos os fenômenos dolorosos do caminho.

O homem ainda não percebeu toda a extensão da misericórdia divina, nos processos de resgate e reajustamento.

Entre os homens, o criminoso é enviado a penas cruéis, seja pela condenação à morte ou aos sofrimentos prolongados.

A Providência, todavia, corrige, amando... Não encaminha os réus a prisões infectas e úmidas. Determina somente que os comparsas de dramas nefastos troquem a vestimenta carnal e voltem ao palco da atividade humana, de modo a se redimirem, uns à frente dos outros.

Para a Sabedoria Magnânima nem sempre o que errou é um celerado, como nem sempre a vítima é pura e sincera. Deus não vê apenas a maldade que surge à superfície do escândalo; conhece o mecanismo sombrio de todas as circunstâncias que provocaram um crime.

O algoz integral como a vítima integral são desconhecidos do homem; o Pai, contudo, identifica as necessidades de seus filhos e reúne-os, periodicamente, pelos laços de sangue ou na rede dos compromissos edificantes, a fim de que aprendam a lei do amor, entre as dificuldades e as dores do destino, com a bênção de temporário esquecimento.

* * *

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Caminho, Verdade e Vida.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
16a edição. Lição 110. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1996.


Créditos: Mocidades Espíritas
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